domingo, 16 de setembro de 2012

Faltam profissionais com qualificação ?

Este post expressa uma opinião sem grandes pesquisas sobre assunto. O que é qualificação na realidade? Formação acadêmica? Acredito sim, há falta de caráter das pessoas, honestidade, compromisso, fidelidade entre outras características de personalidade e, muitas delas vindo de berço. Isso sim está em falta!

A lei de Gerson, aquela que remete a levar vantagem em tudo é a mais praticada por muitos. Hoje o funcionário entra na empresa olhando o que ele pode desviar, roubar, onde ele pode obter ganho fácil e depois sair dizendo "não pega nada".

Falta gente comprometida, que o gestor possa confiar e saber que ele estará lá para fazer a sua parte no trabalho, pois foi contratado(a) para isso.

É isso que falta.

Falta padeiro, pedreiro, azulegista, jardineiro, eletricista e muitos "istas" e "eiros", como analistas de sistemas e engenheiros civis, cujo primeiro se encheu se ser explorado pelas empresas que fazem uso de TI, ou seja, praticamente 100%. Os outros sempre foram colocados às margens do mercado e hoje o mesmo mercado que os desrespeitou, paga muito bem e mesmo assim não tem gente.

Há muita gente estudando em diversas áreas, inclusive em nível de pós-graduação seja em especialização, mestrado e doutorado. Mas ao mesmo tempo estão sem trabalho e não tem oportunidade no mercado. Conheço gente com MBA aliada a grande experiência na área financeira que infelizmente está sem trabalho. Também conheço gente com duas especializações e experiência de mercado que não recebe um único telefonema para agendar uma mísera entrevista.

Gente com inglês fluente, experiência e formação sem trabalho. Falta qualificação?!?!?!?!? Muleta, as empresas na realidade não sabem o que querem. Somos bombardeados por reportagens recomendando que devemos estudar, enfim, estar sempre atualizado, mas isso não é certeza, não há correlação forte entre estudo e a certeza de ter um trabalho, um bom salário.

Através do empirísmo o Mundo Corporativo sugere utilizar um script, um papiro que foi encontrado e é utilizado até dias de hoje, com as regras (erradas) de como atuar em uma empresa. É o mesmo descontrole de sempre, estoque e/ou almoxarifados mal controlados permitindo o desvio de mercadorias, é o lucro acima de qualquer coisa, é a falta de visão estratégica de custos (e não o sempre imbecil corte de copo para água), o corte de funcionários operacionais (que colocam a mão na massa), a proteção do departamento comercial que sempre pode tudo e o resto é resto, onde o planejamento é coisa de burocrata, projeto é algo usado sem conhecimento de causa entre outras coisas. Indústrias diversas,  gráficas, empresas químicas, de tecnologia entre outras, fazem o mesmo tipo de ação. Claro há as que trabalham corretamente e com outras abordagens, mas são poucas.

Tem muita gente sem trabalho, qualificada, de boa índole e com experiência, simplesmente jogada às margens do mercado. Por que? Os motivos são inúmeros, indo desde a psicóloga da seleção que não foi com a cara do indivíduo até falta de conhecimento sobre o que a empresa realmente quer e espera de um colaborador.

MENOS, falta de qualificação.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Nota de mundança de hierarquia

Ele trabalhou por inúmeros anos em uma empresa química na região do ABC, se aposentou e mesmo assim a empresa o chamou de volta para trabalhar. Profundo conhecedor de suas funções, excelente profissional, dedicado, compromissado e o melhor de tudo isso: MUITO querido por seus funcionários, superiores, parceiros comerciais, fornecedores, prestadores de serviços e inúmeros outros profissionais, amigos e familiares.

Há um livro que versa sobre a Verdade Absoluta, onde pessoas pensam ou falam sobre um determinado assunto de forma semelhante. O detalhe disso tudo é que estas pessoas não se conhecem e estão distantes umas das outras. E isso explica a unanimidade de afeto de inúmeras pessoas para este ser iluminado.

Mesmo acometido por deficiências em sua saúde, esteve sempre alegre, otimista, não esmureceu em momento algum, com uma força incrível para viver o que deve ter permitido que ficasse mais tempo entre nós. Mesmo em seus momentos difíceis parecida que o controle de ponto dos funcionários estava lá, sendo monitorado por ele, não como forma punitiva, mas sim para acompanhar e saber se algo havia acontecido ao funcionário faltoso. Sempre preocupado com eles, sempre com gosto. Não precisou ser professor em sala de aula, mas deixou a todos que o conheceram, uma grandiosa e salutar lição de vida.

Infelizmente o Sr Venâncio nos deixou neste último dia 09/09/2012 para ser levado, sob via expressa sem escalas para uma hierarquia superior, tendo a visão merecida e privilegiada de todos que aqui ficaram. É difícil imaginar que ele irá descansar, não em um sentido negativo, mas estará cuidando dos seus, como sempre fez quando esteve por aqui e com muito gosto.
Que a luz de Deus o ilumine e dê forças à família.

Este post, apesar de muito singelo foi um dos textos mais difíceis de ser escrito, não há palavras para expressar a sua passagem por aqui.

O Mundo Corporativo precisa de mais pessoas como você.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ser político na empresa sempre salva?

Este é um tema polêmico que na realidade é assunto dos conhecidos grupos informais, ou seja, daqueles que estão organizados entre sí, tem objetivos comuns, mas que não são o da empresa propriamente dito.

São relações entre pessoas que buscam poder e que se unem de forma momentânea a quem tem o poder, ou acham que tem. Infelizmente para se viver no Mundo Corporativo há esta necessidade, escrevo isso com dor, mas é verdade. O que não deve ser entendido como passar por cima dos outros, mas sim contar até dez para não mandar aquele diretor chato e inconveniente às favas. É ter empatia até o ponto em que seus princípios, sua ética, seus profissionalismo não sejam feridos (se é que o envolvido tem princípios). Do ponto de vista do profissionalismo é ser uma pessoa correta, técnica e que se for o caso, acaba se desligando da empresa ou mesmo busca forças na hierarquia para se manter profissionalmente, sem puxação de saco.

Deve-se tomar o cuidado com a tal empatia tão recomendada, pois você viverá se colocando no lugar dos outros, esquecendo de você e muitas vezes vai se deparar com pessoas que passam por cima de tudo isso, inclusive de você.

É receber carteirada de diretor quando você diz que os critérios de acesso a internet são para todos e, que ele não pode acessar conteúdo pornográfico na empresa. Não é tão ocupado!? Como tem tempo para acessar este tipo de conteúdo!? Neguei, e já fiquei com o "X" nas costas. Faria de novo, e de novo e de novo.

Já ganhei tapinha das costas, aquele oba oba, o indivíduo as vezes elogiava meu trabalho na minha frente, mas na minha ausência me chamava de burocrata. Se trabalhar sério, com planejamento, com projeto, ser organizado é ser burocrata, então sou. Mas a praticidade dele não o levou a lugar algum. Coloco estes fatos, pois vivi isso, foi polido nas relações corporativas mas sem puxação de saco. Só contei até dez, coisa que quando era mais novo não fazia, já mandava tudo à merda. No dia em que ele ia me demitir, por questão de formação do grupinho dele e não por faltas profissionais, ele caiu antes. Tudo bem, eu não durei mais tempo na organização, por outros motivos.

Ahhh mas você tem que ser flexível...outra muleta (desculpa). Até suporto mais atualmente algumas idiotices, mas há limite.

O que é colocado em questão é: se você não fizer fazer do grupinho, está fora, mesmo tratando-os bem. A política pode te dar alguns meses o anos de sobrevida, mas a que custo?

Pense.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Dia 5 e dia 20

Tem gente que vive em função do dia 5 e do dia 20 e, não são poucos. Aliás, é natural pois é o dia do pagamento. O dia 5 normalmente, para alguns vem acompanhado de cebolas, pois ao abrir o contra-cheque, chora.

Pagas as contasm quando o salário dá, principalmente após algum período de desemprego sem ganhos, a fase de namoro e tudo de bom pode passar e, começar a valer o triângulo da hierarquia das necessidades.

Rapidamente, o que se deseja dizer é o seguinte: salário não é tudo. Longos períodos sem ver o resultado de seu trabalho pode te prejudicar, tanto psicologicamente como profissionalmente. Psicologicamente, caso seja um bom profissional, com ética, porque quer ver o resultado do seu trabalho, no seu empenho,  de algumas horas a mais, do planejamento, enfim, do que muitos chamam de filho.

Profissionalmente, você não terá histórias para contar em um processo seletivo, mesmo que tenha passado 5, 10 anos em uma mesma empresa. E o pessoal de RH nivela muitas vezes por baixo e cumprem bem a questão da "carreira": a culpa é sua se não houve resultados.

Sabemos que isso pode ser verdade, mas muitas vezes não é.

Pense.

A carreira e a empresa

Dia destes um consultor disse que a "empresa moderna" (sempre tem estas palavras na frase com relação a alguma técnica ou afim) precisa entender que a carreira pertence ao colaborador.

Realmente e este blog já teve alguns posts sobre o assunto. De qualquer forma quando se referímos à Empresa parece que enxergamos o prédio, o local físico, a sua constituição jurídica. Há muito tempo pensava assim também. Na realidade o que precisa ser visto, lembrado, focado é que a empresa são pessoas, cada um dos seus colaboradores, do presidente ao pessoal que faz o trabalho mais repetitivo do nível operacional, sem descrédito nenhum!

Portanto, não é a empresa que precisa entender, saber, se atualizar com relação à gestão de carreiras, mas sim cada um dos colaboradores, inclusive o seu gerente, o seu diretor, o seu presidente. Se ele não souber disso, você terá que buscar pessoas que entendam do assunto, valorizem e principalmente, PRATIQUEM! Este buscar, pode ser buscar pessoas em outra organização empresarial e isso deve partir de você. Não resolve ter consciência de que a carreira é sua e que queres subir na organização, o que é natural, desde que sem pisar nos outros, se o seu gestor não vê desta forma e te barra.

Há outros que não querem subir, preferem o operacional, colocando a mão na massa se sentem mais úteis do que na gestão. Isso não é demérito e sim um objetivo do indivíduo. Já outros querem chegar à presidência, porque tem esta ambição ou mesmo porque querem status e bom bônus para pagar de pensão depois e não ter família. Não é crítica, são alguns fatos reais que podem ser mudados pelo indivíduo. Quantidade de horas dedicadas ao trabalho não refletem em qualidade excepcional do trabalho produzido.

Você é o ÚNICO responsável pela sua carreira. Crie sua carreira, planeje-a e se não der certo, saia em carreira para outra oportunidade.

Pense.

Capital x Saúde x Educação - rapidinho, rapidinho

Talvez haja intervenção no blog, pela palavra, mas é a pura verdade: mercantilizou, FODEU!!

A Saúde e a Educação são duas áreas extremamente importantes para um país! A segunda, talvez ainda mais, pois permite a visão e a criticidade, cobrança por parte de um povo, um povo mais esclarecido e que corre atrás de seus direitos, tanto individualmente como coletivamente.

A proliferação de planos de saúde que não atendem seus conveniados, médicos que se descredenciam, seja por valores baixos de pagamento e/ou pela estrutura deficitária para o atendimento, como falta de medicamentos, instrumentos, "burrocracia" para aprovação de pedidos de cirurgias e afins.

Junta-se a isso a falta de humanidade de muitos médicos, que mal olham dos olhos do paciente e atendem em segundos. É o convênio que manda para reduzir custos e lucrarem mais? Volume para ganhar mais? A falta de interesse pelo paciente? Ou é tudo junto?

Se algum médico ler este post, não se sinta indignado, mas tem muito colega seu MUITO ruim de profissão. Tenho ABSOLUTA certeza que estudastes muito, mas muito mesmo, muitas horas, noites a fio, finais de semana para o espaço, dificuldades financeiras, noites a fio de trabalho e por isso merece o título de DOUTOR mesmo sem um stricto sensu, isso não se deve tirar "uma virgula" do reconhecimento. Deves sem sombra de dúvida exigir boa condições de trabalho, assim como qualquer outro profissional, mas preste um bom serviço. A saúde é um grande bem que temos.

Ao apressado que diz "vai para o SUS então para ver como é". Vamos eu e você, pagamos esta porra para isso, mas é mais fácil resolver de outra forma com a aquisição destes planos e, muitas vezes, ser mal atendido do mesmo jeito. Pague em DOBRO, o que já paga com os impostos, taxas e etc. Pague o seguro do carro, pois já pagas a segurança pública, pague o convênio médico, pois já pagas o INSS, pague o conserto de rodas, pneus, amortecedores arregaçados pelas estradas e ruas que a Prefeitura não conserta, mas já pagas o IPVA. Pague a escola do filho, para deixá-lo amontoado na escola, em cursos de inglês, de informática, de judô deixando-o com uma agenda de executivo, para depois quando adulto, ficar tirando fotos em uma mesa de reunião para mostrar a máquina que o controla (o celular), mas já pagas a escola pública com os impostos em tudo que você compra, mas a deixa lá, à mingua.

De tudo isso proliferam as empresas de seguros, de saúde, de ensino que nem sempre cumprem com o combinado, pois querem ter lucro,  o que é normal em qualquer empresa, mas não a qualquer custo.

Ahhh, mas isso não vai acabar, e as empresas vão fazer o que com seus colaboradores? Isso é um absurdo!! (frase MULETA!). Absurdo é o que pagamos hoje para ter um retorno ridículo!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Rapidinha: a internet e as redes sociais

A internet está aí para quem quer acessar, decidir o que acessar e o que deseja ver. Bem, a complicação já começa neste fato, o que não remete à uma crítica diretamente a esta tecnologia. A crítica é para a falta de noção das pessoas. É noção mesmo, porque elas perderam isso faz muito tempo. E a geração nova, não tem, porque está inserida neste contexto e tende a achar "normal".

Bem, uma conversa entre selecionador e candidato:

- A empresa exige que você faça horas extras, mas não as paga. Ao mesmo tempo, isso vai para um banco de horas, que você dificilmente vai tirar em dia de folga e ao final do prazo legal para pagamento ou folga, a empresa não fará nada, diz o selecionador. O candidato recebe isso positivamente. O selecionador continua:

- O salário é este que te comuniquei (baixo em relação ao mercado) e nossos "benefícios" são assistência médica, assistência odontológica e restaurante no local e, tudo isso será descontado de você (portanto o benefício ficou onde mesmo?), além claro, nos descontos previstos em lei. O candidato recebe isso positivamente. O selecionador continua:

- Aqui não se permite acesso a internet que não seja do trabalho, os acessos às redes sociais são bloqueados (salvo para os casos do Marketing ou departamento que cuide destas redes para a empresa), o acesso a e-mail pessoal também está......barulho de cadeira arrastando...o candidato se levanta e diz:

- Vai explorar sua mãe, isso aqui é uma boca de porco, onde já se viu não acesso a internet, ao meu e-mail pessoal, ao meu perfil no "face" ....diz o candidato indignado.

Esta é uma situação de exagero, mas também não é tão irreal. As pessoas mal começam no novo trabalho e já acessam as redes sociais, postam fotos, comentários, baixando conteúdo sem relação com o seu trabalho / empresa.

Mais profissionalismo, mais contato físico (olho no olho) e menos dependência da internet. Equilíbrio.