sábado, 7 de julho de 2012

Ainda tem gente que pensa assim...

"Fui lá e falei com o diretor, expliquei os motivos da falta de produtos no estoque e que com esta falta, o cliente deixaria de vir ao mercado", diz um funcionário cuja função é administrar o estoque de um supermercado. Ele parou o diretor no corredor da empresa.

O outro funcionário diz, quase que desesperadamente: "cê é loco falar assim com o hôme?!?!?!"

A resposta foi simples, correta e direta: "é uma forma de manter e/ou trazer o cliente para nossa empresa, todos ganhamos com isso"

A lição é que em pleno século XXI ainda existem pessoas que endeusam diretores, gerentes e outros com cargos afins. Aliás, estes se acham superiores (nem todos), esquecem que quem leva uma empresa adiante, em boa parte dos processos, é o operacional. Não se desmerece o tático e o estratégico, mas quem coloca a mão na massa é a base da pirâmide.


Algumas desculpas para não fazer as atividades


Abaixo estão algumas das desculpas ou ações mais utilizadas para não fazer as atividades do dia a dia, ou mesmo e em claro português, enrolar, subjulgar os outros.

Existem funcionários e funcionários, àqueles que gostam de trabalhar, amam sua profissão e não gostam de ficar esperando os famosos dias do mês, conhecidos como dia 5 e dia 20. Gostam de colocar a mão na massa, fazer acontecer, ver os resultados de seus trabalhos.

Por outro lado, há outros que vivem procurando onde podem se encostar, para assim não serem percebidos. Estes, por mais que você pense que podem ser demitidos, são perigosos, porque fingem trabalhar, passam atividades para os menos atentos e, estes, levam a culpa pelos atrasos ou por entregas fora do especificado/esperado. Alguns destes indivíduos podem estar em cargos de coordenação, gestão ou afins e, até mesmo pleiteando um, se achando no direito de "ser chefe" e que, quando isso ocorrer, não precisa trabalhar mais, é só mandar e cobrar. Para alguns, ser gestor é sinônimo direto e certo de não fazer nada, só cobrar, mandar, vigiar e olhe lá.
Mas vamos a algumas desculpas ou mesmo, as conhecidas MULETAS utilizadas no Mundo Corporativo que, serão explicadas em outro momento, com mais detalhes:

  1. O sistema está fora do ar, por isso não entreguei ou não fiz a atividade que você pediu. O Sistema, que na realidade e algo muito maior do que uma aplicação de computador, mas o nome pegou e ficou. Tudo é culpa do sistema, que não funciona, que "dá pau", que trava etc etc etc. Mas se uma das partes do sistema não estiver fora do ar, como a Internet, a criatura tem tempo para ficar logando sua vida nas Redes Sociais. O mesmo usuário que reclama do sistema, nunca teve tempo para participar de uma reunião de troca ou melhoria do sistema, porque seu departamento é muito importante para a organização, como se fosse o único, e sua função mais ainda. A TI leva a culpa de tudo, até do cano que conduz a água na empresa. É a TI que não presta (nem sempre, mas há casos verdadeiros de incompetência), que não treinou (mas no dia o treinando tinha uma reunião marcada, por isso não foi ao treinamento. Ele foi avisado antes);
  2. Isso não é comigo! Isso não é atividade de nosso departamento, é de outro, que não sei qual é. Aqui, falta a visão dos processos da empresa. Ele não precisa saber detalhes, mas saber quem são seus clientes (departamentos que se utilizam de seus serviços) e quem são seus fornecedores (departamentos que enviam atividades para ele). Uma visão macro já permite este entendimento;
  3. Não tenho tempo! Ah, tem sim! Não existe coisa mais democrática que o tempo! TODOS, absolutamente TODOS em as mesmas 24 horas por dia, nem mais nem menos. O detalhe é como cada um gerencia seu tempo, seja na vida pessoal ou profissional. Na pessoal ele tem a internet para pagar suas contas, o microondas para esquentar ou cozinhar os alimentos, a máquina de lavar, de secar entre outras coisas, mas continua reclamando do tempo. Na empresa vive em reuniões, projetos, correndo, apagando fogo, não tem tempo para responder um único e-mail porque não sobra tempo, mas também não sai deste redemoinho, nunca acabam as reuniões, nunca acabam os problemas (para que outros novos apareçam), vive apagando incêndio, não tem tempo de planejar duas atividades, de sua equipe, de construir projetos com início, meio e fim, morre nesta vida;
  4. Comprometimento, palavra que muitos gestores gostam de usar. Você tem que vestir a camisa da empresa. Recomendo, vista mesmo a camisa de força. Quem é profissional é responsável, está preocupado naturalmente com resultado, tanto para a empresa como para sua vida profissional. Ver um projeto chegar ao fim, com a entrega conforme o combinado, mesmo que tenham ocorrido problemas, o que é natural, mas estava em um ambiente controlado pelo projeto, com todos os envolvidos cientes das ocorrências. O comprometimento neste caso é natural, pois a empresa tem um profissional. Não precisa de ninguém falando aos ventos que a equipe precisa de comprometimento, isso é puro jargão;
  5. Reuniões e seus horários. As reuniões são alvo de muitas críticas, porque segundo alguns, não servem para nada. Realmente não servem se forem demoradas, sem objetividade, sem pauta e no seu final, sem responsáveis pelas ações que foram apontadas durante a mesma. Atividade sem data e sem dono, não acontece. Ao mesmo tempo, as pessoas tem a péssima mania de chegar atrasadas às reuniões. Eu porque estava no telefone, ou foi o cliente, ou estava respondendo a um e-mail importante (sempre nas reuniões aparece algupem que receb um e-mail importante) ou sei lá o que mais. Bem, alguns chegam no horário combinado e, muitas vezes têm que esperar as criaturas que estão atrasadas. Por que o tempo dos atrasados é mais importante do que os que chegaram no horário? É simples: é pura falta de consideração e educação! Isso quando não ocorre da reunião começar, e aos poucos irem chegando os atrasadinhos e, cada um quer saber o motivo da reunião e o que já foi dito! Já larguei reunião no meio por causa disso, tinha outros compromissos mais importantes. Eu estava lá, dedicando parte do meu tempo.
Pense. E não venha com a muleta do "é assim mesmo", isso já está batido. Pense mais, você é capaz.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Assim é fácil

Mesmo sabendo que está errado ou na ciência da sua análise que está certo, algumas pessoas, sob o pretexto de serem práticas e que não podem perder tempo, deixam de ouvir ideias e comentários de seus colaboradores, pois se escondem atrás do adjetivo de chefe, gerente, diretor ou seja lá o título que deram para esta pessoa na hierarquia de uma corporação. Assim é fácil...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

ERP não é, faz, manda, decide...

      Um ERP, mais comumente conhecido como Sistema de Gestão Empresarial cujo objetivo é: integrar as áreas de uma Empresa (fiscal, contabilidade, logística até certo ponto, produção, comercial, financeira e outras), a partir de seus processos (esta é uma das bases), permitindo que a informação circule da organização de forma otimizada, estruturada e assim, possibilite a tomada de decisão. 
      Só no parágrafo acima há um grande conjunto de palavras que citam a importância do ERP e/ou são esquecidas por boa parte daqueles que desejam implantar um sistema deste porte. 
      Não se discute aqui, se ele será um pacote adquirido de terceiros, já pronto ou se será desenvolvido internamente. 
      Bem, vamos a alguns fatos, cuidados, dicas, avisos, rezas, enfim, orientações sobre este software que, talvez mais uma vez, não serão seguidas:



  1. A Empresa precisa de um plano, ou seja, precisar ter um plano de negócios claro para ela, para onde quer ir, enfim, suas Estratégias;
  2. Precisa ter processos bem definidos, os processos são a espinha dorsal. O ERP a "simples pele" para dar forma; 
  3. Planejar bem como será a implantação, seja ela feita por terceiros ou pela equipe interna de TI (Quando adquirido de terceiros ou desenvolvimento internamente);
  4. Se for comprar pronto, fazer um processo de seleção para escolha do ERP, que não é uma tarefa simples, demanda tempo e participação de pessoas chaves. Mas é muito bom que tenha processos bem definidos e alinhados. Não tem, melhor nem começar a pensar em sistema, arrume a casa antes em termos de processos, aliás, se não tem um plano de negócio, pense neste antes, depois parta para os processos. O que? muito burocrático? Demora? Não é prático? E a sua praticidade de levou até onde? Pense...isso é administrar e não simplesmente deixar a vida, o mercado te levar;
  5. Você sabe quando vira um Dentista ? Quando chama fornecedores de ERP para sua Empresa, fala de seu faturamento, de suas filiais. Eles abrem o sorriso, tudo pode, tudo o sistema faz, tudo é fácil, os sistemas dos parceiros, dos parceiros e dos parceiros são integrados tendo em vista um padrão XYZ que, pode existir, mas antes de chegar a existir, depende de pessoas. Bem, voltando aos dentes, a relação faturamento, quando maior, "mais dentes" aparecem na boca do fornecedor candidato. Tudo lindo. Não importa se você tem processo ou não, o sistema gera tudo sozinho, o sistema gera processo (cobra tem sovaco? pois é...tire suas conclusões). Cuidado com promessas, depois que você desembolsar alguns milhares ou milhões de reais, é complicado voltar atrás. Aí aparece dente careado, tratamento de canal ali e aqui, uma mancha na boca que pode ser algo nada bom e assim vai;
  6. Software não define processo. Ahh, o software não deixa fazer isso ou aquilo. Ele foi programado assim, e pode ser uma deficiência. Se ele faz, não faz, ou faz "mais ou menos" e na seleção que isso terá que ser validado. Como? Se sua empresa tiver processo, a questão é "simples": como o seu sistema trata a geração de uma duplicata? Como trata a relação entre pedido de compra e recebimento de materiais? E recebimento de material parcial? E quem tem SOX, como é dada a entrada de itens com algumas diferenças de quantidade? Entra? Há consideração das variações? Como faço? Isso é só uma amostra. Simples? Básico? Tem sistema que não faz ou não faz bem;
  7. Devo deixar claro que os processos de uma empresa devem ser coerentes. Processos desenvolvidos para favorecer práticas ruins de gestão, não contam. São construídos para agradar a alguém e não às melhores práticas nas empresas. Por isso deve-se tomar o cuidado para não querer informatizar o que é errado (em termos de legislação e afins) e absurdo;
  8. Por incrível que pareça, para tristeza de muitos, as pessoas são importantes e continuarão a ser. A Tomada de Decisão é algo inerente às pessoas e, para tanto elas precisam ter informação de qualidade, na hora certa e na quantidade certa. Com bases em seus conhecimentos, experiências e informações que tem em mãos, podem tomar decisões. O Sistema é o meio e não o fim na Tomada de Decisão;
  9. Pessoas devem saber Decidir. O sistema não fará isso por você, a não ter em tarefas automáticas de presentes na OPERAÇÃO (tem insumo, produz; não tem, emite ordem de compra e alguém dará andamento a isso);
  10. A área de TI deve ser envolvida do processo de seleção do software ou mesmo, no processo em que há demanda para o desenvolvimento interno. Ao mesmo tempo, não é a única responsável, cada área é responsável e tem que ter representantes tanto na escolha, como nas definições, acompanhamento, participação no projeto, execução das atividades inerentes a projeto e assim por diante. Um ERP é para a empresa e não só da TI;
  11. A TI precisa estar alinhada ao negócio e a Empresa deve reconhecer a TI como estratégica ou se não desejar assim, como um departamento que DEVE ser envolvido nestas questões. Aqui se peca muito, toma-se decisões e deixa-se a TI de lado, segundo a última a ser comunicada;
  12. A frase "...não adianta ser pai, tem que participar" vale para projetos deste porte. Não adiante pagar, tem que participar. Isso vale para TODA hierarquia;
  13. O que funcionou no seu concorrente, pode e vai funcionar muito, mas muito mal para sua empresa (tá vendo como as pessoas podem ser sugestionáveis). Seu concorrente pode ter os processos em dia e sua Empresa não, por exemplo. Há todo um conjunto de variáveis que permitem o sucesso ou não de um projeto deste porte;
  14. Sucesso é subjetivo? Bem, vou definir sucesso de forma a deixar mais palpável: relação entre escopo (amplitude do seu projeto; o que ele vai cobrir de processo de negócio) x tempo (duração, em dias ou meses. Anos? Complicado, mas já aconteceu em uma empresa de grande porte) x custos (Opa, R$). Traduzindo a primeira parte da fórmula do sucesso : seu projeto cai custar 1 milhão de reais. O sucesso ocorre quando o projeto termina no prazo (tempo), dentro do escopo (o que foi previsto) e dentro do custo previsto de 1 milhão. Levou menos tempo, tende a custar menos (opa, lucro); terminou no prazo e sem gasto a mais ou a menos (fechou a conta, maravilha); fechou no tempo, mas com custo maior (usou mais recursos, como mais pessoas trabalhando em uma tarefa. era previsto uma, colocaram 3 pessoas por três meses) isso eleva o custo. A variável tempo é independente do custo, mas o custo é dependendo do tempo. Projetos tem riscos, podem sofrer impactos o que é natural, mas para isso tem o gerente de projeto para acompanhar e trazer o projeto para seu escopo, tempo e custo. Se não der, ao menos estará controlado e todos estarão sabendo (ao menos devem saber). A última variável, subjetiva, está relacionada ao cliente interno (usuário), ou seja, o ERP permitiu que seu trabalho ficasse mais produtivo, organizado, fluindo no dia a dia e todas as suas necessidades de processos foram atendidas pela sistema? Se sim, fecha o sucesso do projeto.
       Há muito o que se escrever e falar sobre o assunto. Esta é a uma base. 



segunda-feira, 16 de abril de 2012

Onde estão os mestres e doutores?

Por estudar demais, ser qualificado, alguns milhares de profissinais (segundo uma reportagem) fora colocados na rua, com a muleta dos "custos altos". Muitos professores com títulos de Mestre e Doutor deixaram de ministrar aulas em uma instituição.

Em uma país onde não há cultura da Educação, onde boa parte dos atores têm sua culpa em parte do processo, seja ele o Governo, as famílias, as Empresas, alguns indivíduos na qualidade de discentes, algumas Instituições entre outros, não é de se surpreender uma ação destas.

Não cabe dizer se a aula melhora ou piora ou se um título faz milagres. Cabe sim a questão de quem vai formar as pessoas, formar o País, quem vai pesquisar? Algumas Empresas, no seu imediatismo, onde tudo é fácil, rápido, mas com resultado pífio (isso se houver) e sem método científico?

É a contramão do que se ouve, se lê e se vê nos notíciarios, onde a falta de qualificação deixa vagas abertas. São níveis diferentes? Mais muletas. O País nunca valorizou sua mão de obra, não valoriza a educação e aí está mais uma prova.

Estudou demais, RUA!

É com muita tristeza, inconformismo que lido com estas ações.

Bem, se alguém souber como estes mestres e doutores estão "se virando", informe nos comentários. Não é pesquisa, não vamos resolver o problema, mas é uma forma de saber onde estão estas pessoas que tanto dedicaram seu tempo (e isso custa R$, mais o "custo" da falta de convivência com a família etc).

As derradeiras vezes...

                                        Créditos da foto acima http://ultradownloads.com.br/papel-de-parede/Sao-Bernardo/

Foram algumas vezes em que está imagem foi colocada em projetos, cujo objetivo era salvar uma Empresa, seus projetos, seus processos, seus funcionários etc. Escolhida em uma época de stress extremanente intenso, foi a que melhor representava a época e, ainda nos dias de hoje trás as lembranças não tão positivas. Quem vive de passado é Museu dissem especialistas e não tão especilistas. Bem, se você não tivesse nascido no passado não estaria lendo este post hoje. Se não estivesse estudado no passado, não estaria onde está hoje ou, vá estar conforme seus desejos.

Esta figura representa um cão que tem o instinto e é treinado para salvar vidas. Forte, na figura olhando para o Horizonte, disposto a salvar uma vida ou encontrar alguém em perigo. Não tem imagem melhor para representar aquelas situações.

Foram projetos, planejamentos, processos, criados e desfeitos, deixados de lado como em um toque de mágica (amadora e muito ruim por sinal). 

Onde a cabeça dura, a falta de visão, enfim, a falta de desejo permitiu que "nada" fosse para frente. Tudo isso venceu a técnica, a insistência, o profissionalismo de quem queria ver a coisa caminhar, ver um dia seus colaboradores felizes, de ver o resultado de seus trabalhos. Continuar empregado? Não importava, se tudo tivesse dado certo e o seu trabalho ser a mola propulsora de um Mundo Corporativo melhor (em sua unidade). 

Mas não deu certo, não quiseram que desse certo. Daí ficaram as doenças psíquicas e quem sabe, as físicas. Ficou a experiência o forte feeling de saber, mesmo em outro lugar, onde uma reunião vai terminar, onde uma ação vai terminar, onde desvios de caminhos, de processos vão terminar. 

Ver pessoas competentes cairem no meio do caminho, aos poucos, ao longo dos anos. Outros, encostados, verdadeiras colunas de um Templo (e e alguns casos, porque gostam de ser assim). Profissionais destruídos e outros, nem ao menos tomam ciência disso.


Horas, dias, meses de intenso trabalho, de reuniões, aguentando todo tipo de gente, hora funcionários, hora Gestores, hora consultores, hora tudo isso junto. Por muitas vezes a luz no fim do Túnel foi vista e ao mesmo tempo, era apagada, pois se planejava e tudo era jogado fora.


Projetos, layouts, a cara a tapa perante os funcionários para defender projetos que, depois não davam em nada. Eram desmontados rapidamente, como um castelo na areia. 

Que resultados há para mostrar em uma entrevista, por exemplo? Não há, não deixaram... 







terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Educação II

Eu não sei como escrever este post. Vivemos em um globo praticamente TODO capitalista, onde esta porcaria de dinheiro está envolvido em praticamente tudo que se faz na vida. Dia destes estava assistindo uma série de nome Terra Nova, onde um grupo de pessoas estava iniciando uma voda nova, bons milhares de anos, em meio a dinossauros e etc. Ficção à parte, um dos erros deles foi mais uma vez criar uma porra de moeda, deveriam partir para o escambo ou qualquer outra coisa, menos isso! Bem misturas perigosas à parte, vamos ao assunto: no final do ano de 2011 o grupo Anhanguera demitiu 680 professores, informação esta que está publicada em inúmeros canais na internet. Estes professores têm titulação, ou seja, são mestres e doutores.

Realmente, titulação pode melhorar ou não uma aula. Mas o país precisa destes mestres e doutores, precisamos de pesquisadores, com metodologia, com conhecimento científico e, ao mesmo tempo, para criação de novos conhecimentos. Ou alguém acredita que a descoberta de novos tratamentos para doenças, novos remédios para cura desta ou aquela enfermidade, criação de novos conhecimentos para a medicina, administração, estatística, física enfim, para todas as áreas vem de pesquisas no google? Não, vai muito, MAS muito além disso. Além de aulas estes profissionais podem e devem ser usados na pesquisa.

Qualquer país, ele só cresce calcado na educação. Temos inúmeras deficiências em nossa cadeia educacional, partindo no nível fundamental e ecoando no ensino superior.

Formar um mestre e um doutor custa dinheiro (mais uma vez ele aí!!), mas também custa tempo de estudos, dedicação, muita pesquisa séria, muitas vezes custa a saúde da pessoa (pelo stress das pressões, prazos, escrita de artigos etc), custa o casamento pela falta de tempo para o conjuge (tem gente que quer que você seja mestre ou doutor, desde que não haja esforço das partes envolvidas), cobrança da família (nunca está presente, ou "só estuda") entre outras coisas.

Mas quem não faz, não sabe a dificuldade!

Sempre digo que se mercantilizar..f.d... Não sou a favor de ensino privado, da mesma forma que não sou a favor da saúde particular ou de pesquisas para medicamentos para curas ou tratamentos de certas doenças. O capital sempre vai falar mais alto. Claro que, estatizando, o Estado precisa oferecer um serviço de qualidade. 

De volta ao ponto, educação particular é oferecido por instituições privadas, que na realidade são empresas. Empresas querem um custo menor, o que não é errado, mas há limites para estes casos. Quanto mais lucro melhor, com custo menor e menos gente trabalhando. E se o cliente (aluno) reclamar ,o funcionário é chamado para esclarecimentos ou é demitido (no caso o professor).

Isso mostra como vai nossa educação. Estudar para que? Se não estuda, não trabalha por que não tem qualificação. Se estuda, tem qualificação, mas ganha mal, é demitido ou nem trabalho tem porque você é um custo alto.

Precisamos mudar esta cultura, ou então entrega esta vasta terra para os EUA, China ou quem quiser.