quinta-feira, 10 de maio de 2012

ERP não é, faz, manda, decide...

      Um ERP, mais comumente conhecido como Sistema de Gestão Empresarial cujo objetivo é: integrar as áreas de uma Empresa (fiscal, contabilidade, logística até certo ponto, produção, comercial, financeira e outras), a partir de seus processos (esta é uma das bases), permitindo que a informação circule da organização de forma otimizada, estruturada e assim, possibilite a tomada de decisão. 
      Só no parágrafo acima há um grande conjunto de palavras que citam a importância do ERP e/ou são esquecidas por boa parte daqueles que desejam implantar um sistema deste porte. 
      Não se discute aqui, se ele será um pacote adquirido de terceiros, já pronto ou se será desenvolvido internamente. 
      Bem, vamos a alguns fatos, cuidados, dicas, avisos, rezas, enfim, orientações sobre este software que, talvez mais uma vez, não serão seguidas:



  1. A Empresa precisa de um plano, ou seja, precisar ter um plano de negócios claro para ela, para onde quer ir, enfim, suas Estratégias;
  2. Precisa ter processos bem definidos, os processos são a espinha dorsal. O ERP a "simples pele" para dar forma; 
  3. Planejar bem como será a implantação, seja ela feita por terceiros ou pela equipe interna de TI (Quando adquirido de terceiros ou desenvolvimento internamente);
  4. Se for comprar pronto, fazer um processo de seleção para escolha do ERP, que não é uma tarefa simples, demanda tempo e participação de pessoas chaves. Mas é muito bom que tenha processos bem definidos e alinhados. Não tem, melhor nem começar a pensar em sistema, arrume a casa antes em termos de processos, aliás, se não tem um plano de negócio, pense neste antes, depois parta para os processos. O que? muito burocrático? Demora? Não é prático? E a sua praticidade de levou até onde? Pense...isso é administrar e não simplesmente deixar a vida, o mercado te levar;
  5. Você sabe quando vira um Dentista ? Quando chama fornecedores de ERP para sua Empresa, fala de seu faturamento, de suas filiais. Eles abrem o sorriso, tudo pode, tudo o sistema faz, tudo é fácil, os sistemas dos parceiros, dos parceiros e dos parceiros são integrados tendo em vista um padrão XYZ que, pode existir, mas antes de chegar a existir, depende de pessoas. Bem, voltando aos dentes, a relação faturamento, quando maior, "mais dentes" aparecem na boca do fornecedor candidato. Tudo lindo. Não importa se você tem processo ou não, o sistema gera tudo sozinho, o sistema gera processo (cobra tem sovaco? pois é...tire suas conclusões). Cuidado com promessas, depois que você desembolsar alguns milhares ou milhões de reais, é complicado voltar atrás. Aí aparece dente careado, tratamento de canal ali e aqui, uma mancha na boca que pode ser algo nada bom e assim vai;
  6. Software não define processo. Ahh, o software não deixa fazer isso ou aquilo. Ele foi programado assim, e pode ser uma deficiência. Se ele faz, não faz, ou faz "mais ou menos" e na seleção que isso terá que ser validado. Como? Se sua empresa tiver processo, a questão é "simples": como o seu sistema trata a geração de uma duplicata? Como trata a relação entre pedido de compra e recebimento de materiais? E recebimento de material parcial? E quem tem SOX, como é dada a entrada de itens com algumas diferenças de quantidade? Entra? Há consideração das variações? Como faço? Isso é só uma amostra. Simples? Básico? Tem sistema que não faz ou não faz bem;
  7. Devo deixar claro que os processos de uma empresa devem ser coerentes. Processos desenvolvidos para favorecer práticas ruins de gestão, não contam. São construídos para agradar a alguém e não às melhores práticas nas empresas. Por isso deve-se tomar o cuidado para não querer informatizar o que é errado (em termos de legislação e afins) e absurdo;
  8. Por incrível que pareça, para tristeza de muitos, as pessoas são importantes e continuarão a ser. A Tomada de Decisão é algo inerente às pessoas e, para tanto elas precisam ter informação de qualidade, na hora certa e na quantidade certa. Com bases em seus conhecimentos, experiências e informações que tem em mãos, podem tomar decisões. O Sistema é o meio e não o fim na Tomada de Decisão;
  9. Pessoas devem saber Decidir. O sistema não fará isso por você, a não ter em tarefas automáticas de presentes na OPERAÇÃO (tem insumo, produz; não tem, emite ordem de compra e alguém dará andamento a isso);
  10. A área de TI deve ser envolvida do processo de seleção do software ou mesmo, no processo em que há demanda para o desenvolvimento interno. Ao mesmo tempo, não é a única responsável, cada área é responsável e tem que ter representantes tanto na escolha, como nas definições, acompanhamento, participação no projeto, execução das atividades inerentes a projeto e assim por diante. Um ERP é para a empresa e não só da TI;
  11. A TI precisa estar alinhada ao negócio e a Empresa deve reconhecer a TI como estratégica ou se não desejar assim, como um departamento que DEVE ser envolvido nestas questões. Aqui se peca muito, toma-se decisões e deixa-se a TI de lado, segundo a última a ser comunicada;
  12. A frase "...não adianta ser pai, tem que participar" vale para projetos deste porte. Não adiante pagar, tem que participar. Isso vale para TODA hierarquia;
  13. O que funcionou no seu concorrente, pode e vai funcionar muito, mas muito mal para sua empresa (tá vendo como as pessoas podem ser sugestionáveis). Seu concorrente pode ter os processos em dia e sua Empresa não, por exemplo. Há todo um conjunto de variáveis que permitem o sucesso ou não de um projeto deste porte;
  14. Sucesso é subjetivo? Bem, vou definir sucesso de forma a deixar mais palpável: relação entre escopo (amplitude do seu projeto; o que ele vai cobrir de processo de negócio) x tempo (duração, em dias ou meses. Anos? Complicado, mas já aconteceu em uma empresa de grande porte) x custos (Opa, R$). Traduzindo a primeira parte da fórmula do sucesso : seu projeto cai custar 1 milhão de reais. O sucesso ocorre quando o projeto termina no prazo (tempo), dentro do escopo (o que foi previsto) e dentro do custo previsto de 1 milhão. Levou menos tempo, tende a custar menos (opa, lucro); terminou no prazo e sem gasto a mais ou a menos (fechou a conta, maravilha); fechou no tempo, mas com custo maior (usou mais recursos, como mais pessoas trabalhando em uma tarefa. era previsto uma, colocaram 3 pessoas por três meses) isso eleva o custo. A variável tempo é independente do custo, mas o custo é dependendo do tempo. Projetos tem riscos, podem sofrer impactos o que é natural, mas para isso tem o gerente de projeto para acompanhar e trazer o projeto para seu escopo, tempo e custo. Se não der, ao menos estará controlado e todos estarão sabendo (ao menos devem saber). A última variável, subjetiva, está relacionada ao cliente interno (usuário), ou seja, o ERP permitiu que seu trabalho ficasse mais produtivo, organizado, fluindo no dia a dia e todas as suas necessidades de processos foram atendidas pela sistema? Se sim, fecha o sucesso do projeto.
       Há muito o que se escrever e falar sobre o assunto. Esta é a uma base. 



segunda-feira, 16 de abril de 2012

Onde estão os mestres e doutores?

Por estudar demais, ser qualificado, alguns milhares de profissinais (segundo uma reportagem) fora colocados na rua, com a muleta dos "custos altos". Muitos professores com títulos de Mestre e Doutor deixaram de ministrar aulas em uma instituição.

Em uma país onde não há cultura da Educação, onde boa parte dos atores têm sua culpa em parte do processo, seja ele o Governo, as famílias, as Empresas, alguns indivíduos na qualidade de discentes, algumas Instituições entre outros, não é de se surpreender uma ação destas.

Não cabe dizer se a aula melhora ou piora ou se um título faz milagres. Cabe sim a questão de quem vai formar as pessoas, formar o País, quem vai pesquisar? Algumas Empresas, no seu imediatismo, onde tudo é fácil, rápido, mas com resultado pífio (isso se houver) e sem método científico?

É a contramão do que se ouve, se lê e se vê nos notíciarios, onde a falta de qualificação deixa vagas abertas. São níveis diferentes? Mais muletas. O País nunca valorizou sua mão de obra, não valoriza a educação e aí está mais uma prova.

Estudou demais, RUA!

É com muita tristeza, inconformismo que lido com estas ações.

Bem, se alguém souber como estes mestres e doutores estão "se virando", informe nos comentários. Não é pesquisa, não vamos resolver o problema, mas é uma forma de saber onde estão estas pessoas que tanto dedicaram seu tempo (e isso custa R$, mais o "custo" da falta de convivência com a família etc).

As derradeiras vezes...

                                        Créditos da foto acima http://ultradownloads.com.br/papel-de-parede/Sao-Bernardo/

Foram algumas vezes em que está imagem foi colocada em projetos, cujo objetivo era salvar uma Empresa, seus projetos, seus processos, seus funcionários etc. Escolhida em uma época de stress extremanente intenso, foi a que melhor representava a época e, ainda nos dias de hoje trás as lembranças não tão positivas. Quem vive de passado é Museu dissem especialistas e não tão especilistas. Bem, se você não tivesse nascido no passado não estaria lendo este post hoje. Se não estivesse estudado no passado, não estaria onde está hoje ou, vá estar conforme seus desejos.

Esta figura representa um cão que tem o instinto e é treinado para salvar vidas. Forte, na figura olhando para o Horizonte, disposto a salvar uma vida ou encontrar alguém em perigo. Não tem imagem melhor para representar aquelas situações.

Foram projetos, planejamentos, processos, criados e desfeitos, deixados de lado como em um toque de mágica (amadora e muito ruim por sinal). 

Onde a cabeça dura, a falta de visão, enfim, a falta de desejo permitiu que "nada" fosse para frente. Tudo isso venceu a técnica, a insistência, o profissionalismo de quem queria ver a coisa caminhar, ver um dia seus colaboradores felizes, de ver o resultado de seus trabalhos. Continuar empregado? Não importava, se tudo tivesse dado certo e o seu trabalho ser a mola propulsora de um Mundo Corporativo melhor (em sua unidade). 

Mas não deu certo, não quiseram que desse certo. Daí ficaram as doenças psíquicas e quem sabe, as físicas. Ficou a experiência o forte feeling de saber, mesmo em outro lugar, onde uma reunião vai terminar, onde uma ação vai terminar, onde desvios de caminhos, de processos vão terminar. 

Ver pessoas competentes cairem no meio do caminho, aos poucos, ao longo dos anos. Outros, encostados, verdadeiras colunas de um Templo (e e alguns casos, porque gostam de ser assim). Profissionais destruídos e outros, nem ao menos tomam ciência disso.


Horas, dias, meses de intenso trabalho, de reuniões, aguentando todo tipo de gente, hora funcionários, hora Gestores, hora consultores, hora tudo isso junto. Por muitas vezes a luz no fim do Túnel foi vista e ao mesmo tempo, era apagada, pois se planejava e tudo era jogado fora.


Projetos, layouts, a cara a tapa perante os funcionários para defender projetos que, depois não davam em nada. Eram desmontados rapidamente, como um castelo na areia. 

Que resultados há para mostrar em uma entrevista, por exemplo? Não há, não deixaram... 







terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Educação II

Eu não sei como escrever este post. Vivemos em um globo praticamente TODO capitalista, onde esta porcaria de dinheiro está envolvido em praticamente tudo que se faz na vida. Dia destes estava assistindo uma série de nome Terra Nova, onde um grupo de pessoas estava iniciando uma voda nova, há bons milhares de anos, em meio a dinossauros e etc. Ficção à parte, um dos erros deles foi mais uma vez criar uma porra de moeda, deveriam partir para o escambo ou qualquer outra coisa, menos isso! Bem misturas perigosas à parte, vamos ao assunto: no final do ano de 2011 o grupo Anhanguera demitiu 680 professores, informação esta que está publicada em inúmeros canais na internet. Estes professores têm titulação, ou seja, são mestres e doutores.

Realmente, titulação pode melhorar ou não uma aula. Mas o país precisa destes mestres e doutores, precisamos de pesquisadores, com metodologia, com conhecimento científico e, ao mesmo tempo, para criação de novos conhecimentos. Ou alguém acredita que a descoberta de novos tratamentos para doenças, novos remédios para cura desta ou aquela enfermidade, criação de novos conhecimentos para a medicina, administração, estatística, física enfim, para todas as áreas vem de pesquisas no google? Não, vai muito, MAS muito além disso. Além de aulas estes profissionais podem e devem ser usados na pesquisa.

Qualquer país, ele só cresce calcado na educação. Temos inúmeras deficiências em nossa cadeia educacional, partindo no nível fundamental e ecoando no ensino superior.

Formar um mestre e um doutor custa dinheiro (mais uma vez ele aí!!), mas também custa tempo de estudos, dedicação, muita pesquisa séria, muitas vezes custa a saúde da pessoa (pelo stress das pressões, prazos, escrita de artigos etc), custa o casamento pela falta de tempo para o conjuge (tem gente que quer que você seja mestre ou doutor, desde que não haja esforço das partes envolvidas), cobrança da família (nunca está presente, ou "só estuda") entre outras coisas.

Mas quem não faz, não sabe a dificuldade!

Sempre digo que se mercantilizar..f.d... Não sou a favor de ensino privado, da mesma forma que não sou a favor da saúde particular ou de pesquisas para medicamentos para curas ou tratamentos de certas doenças. O capital sempre vai falar mais alto. Claro que, estatizando, o Estado precisa oferecer um serviço de qualidade. 

De volta ao ponto, educação particular é oferecido por instituições privadas, que na realidade são empresas. Empresas querem um custo menor, o que não é errado, mas há limites para estes casos. Quanto mais lucro melhor, com custo menor e menos gente trabalhando. E se o cliente (aluno) reclamar ,o funcionário é chamado para esclarecimentos ou é demitido (no caso o professor).

Isso mostra como vai nossa educação. Estudar para que? Se não estuda, não trabalha por que não tem qualificação. Se estuda, tem qualificação, mas ganha mal, é demitido ou nem trabalho tem porque você é um custo alto.

Precisamos mudar esta cultura, ou então entrega esta vasta terra para os EUA, China ou quem quiser.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Histórias de todos dos dias em "A educação"

Ao que se lê, o mercado está comprador (como diz o jargão de negócios), em termos de contratações de profissionais. Há um grande número de vagas sobrando, porque alguns setores alegam que não há mão de obra, como por exemplo, a Construção Civil e a área de Tecnologia da Informação, só para citar alguns exemplos. Motivos? Segundo estas fontes a falta de mão de obra está relacionada com a falta de qualificação dos profissionais, algumas profissões simplesmente perderam muita gente, como é o caso do pedreiros, telhadistas, padeiros entre outros. Profissões simples, cujos profissionais foram ao longo das épocas mal tratados e colocados de, certa forma, à margem do mercado. Hoje eles são procurados e são bem remunerados.

Nas profissões mais técnicas como a Engenharia e a Tecnologia da Informação também se observa a falta de profissionais qualificados, já que as empresas estão buscando mas não acham. Mais uma vez jogam a culpa na falta de qualificação. Mas tem gente se formando em engenharia e ao mesmo tempo tem gente se formando na área de TI, inclusive em cursos de mestrado. Tem muito engenheiro que foi marginalizado há algum tempo, porque o mercado sinalizou que haviam muitos e com a baixa demanda e grande oferta, os salários foram achatados e os profissionais foram jogados para escanteio. Agora falta gente?

A área de Tecnologia da Informação é uma ciência, com suas fantásticas ramificações (banco de dados, inteligência artificial, desenvolvimento de sistemas, metologias, games entre outros) tem grande poder para se alinhar ao negócio de uma empresa (precisamos que a empresa veja isso também), mas por muitos anos seus profissionais foram, em parte, tratados como tímidos, introvertidos, anti-sociais entre outras coisas, menos profissionais! Quebrou um cano, é culpa da TI; choveu é culpa da TI; a TI não viu isso ou não viu aquilo.  Agora sentem a falta de profissionais. Muitos estão abandonando a área, porque não aguentam mais este tipo de relação, falta de respeito, falta de valorização, a pressão por resultados absurdos, prazos apertadíssimos entre outras coisas.

Falta de qualificação tem relação com a educação. Temos sérios problemas educacionais neste país, começando pela base que é o ensino fundamental e médio, mas ao mesmo tempo falta a cultura da educação no país. O professor não é babá de ninguém e a escola não é depósito de criança. A educação que faz com bons profissionais sim, mas com apoio da família (sempre!), do governo e da sociedade como um todo.

Tem muita gente se formando, seja no nível técnico ou superior, gente boa. E temos o contrário disso também, onde temos crianças e adolescentes saindo das escolas sem saber ler e escrever, porque o governo quer passar todo mundo para dizer que somos uma país alfabetizado e, por outro lado a família não acompanha o desenvolvimento do filho e, não cobra isso do governo. Hoje, se o professor manda recado para os pais, eles podem ir até à escola (quando vão), mas é para agredir o professor. Falta base em muitas famílias e não pense que é somente nas classes mais baixas.

As empresas, e ainda existem exceções graças à Deus, não valorizam a educação, mas jogam a culpa que falta qualificação (a qualificação vem de onde mesmo?). Mais uma das muletas corporativas para problemas que, muitas vezes, elas mesmo criaram.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Feliz 2012

Aos que têm acompanhado o Blog ou mesmo, que tenham passado por aqui porque foram conduzidos pelo Buscador, os votos são os mesmos:

"Tenham um excelente ano de 2012! Cheio de saúde para você e os seus entes queridos, trabalho (ético e profissional), harmonia em seus lares e empresas, muita felicidade, com Deus guiando duas vidas (para quem acredita), bons estudos, boas vibrações e que procurem melhorar cada vez mais o seu dia a dia com a família e no trabalho, não permitindo que fofocas ou outras tentações venham desviar o seu caminho. Caso esteja sem trabalho, que este seja o ano das oportunidades (muitas vezes esta palavra faz a diferença para muita gente), onde em BREVE tenha uma nova colocação no mercado, que esteja dentro de suas expectativas profissionais, éticas, saláriais e etc. "

sábado, 10 de dezembro de 2011

Pensamentos e frases

Sobre o tempo: tem existe alguém que preza pela democracia, que não vê ricos ou pobres e nem raça é o tempo. CADA um de nós têm exatamente 24 horas por dia, ou seja, o tempo é distribuído igualmente para cada um de nós. Ao mesmo tempo que ele é democrático, ele não é renovável, perdeu? dançou! Ela passa mesmo! Portanto, aproveite o tempo que tem, tanto no trabalho, na vida pessoal, nos estudos, para a família. Fácil? Não é, mas é possível.
Algumas dicas:

  1. Organize o que vai fazer no primeiro horário de trabalho. Se possível, trabalhe com projetos;
  2. Organize sua mesa;
  3. Responda e-mails que sejam realmente importantes;
  4. Oriente as pessoas que enviem e-mails objetivos e que realmente você precisa estar ciente. E-mails com cópia para 300 pessoas são complicados e pode simplesmente representar fofoca;
  5. Nas reuniões, tenha claro os objetivos da reunião (assuntos a serem discutidos). Não chegue atrasado. Reuniões tomam um tempo grande e, PIOR que isso, muitas terminam em exatamente nenhuma decisão e/ou sem próximos passos. Recuse as "REPONEs";
  6. Isso vale para os pares. Por que seu tempo é mais valioso que o do outro? (Isso é discutido no livro "O Monge e o Executivo";
  7. A lista é grande, mas precisa de disciplina.
Sobre a sinceridade: não HÁ coisa mais sem sinceridade do que pedir sinceridade. Seja nos relacionamentos pessoais, nos amorosos ou nas entrevistas de emprego. Nos amorosos é comum ouvir "que uma pessoa companheira, sincera..." mas na primeira vez que esta pessoa companheira sincera for contra uma idéia, ação de seu par, o tempo fecha.
Nas entrevistas a emprego pedem para que seja sincero, seja você, mas recomendam que nunca fale mal de seu chefe, por exemplo. Por mais carasco que ele tenha sido, você não pode falar mal dele para o entrevistador, porque corre o risco de não ser aprovado no processo, mesmo que tenha todas as qualificações. A lógica muitas vezes por trás disso é que se você fala mal do seu chefe anterior, vai falar mal do futuro chefe. Como tem muita gente concorrendo a uma vaga, cada um pega o que está mais fácil e apropriado.
Cada um de nós já teve a sinceridade natural, aquela direta, que diz na cara, sem medo de repressões. As crianças são assim. Sinceras. Se querem, fazem, se não querem não fazem. Se gostam de alguém bem, se não dizem que não gostam e pronto. Falam que este ou outro é bonito ou feio, direto, sem escalas. Ficamos adultos e, começamos a engolir sapos, indo a lugares que não queremos ir, ir em festas que não queremos, conviver (isso mesmo, conviver) com pessoas que não queremos, trabalhar com quem não gostamos, fazer o que não gostamos, enfim, a lista de contrariedades é grande e particular de cada um. Quantas vezes você não teve vontade de rir da piada idiota que se lider contou? Mas riu; quantas vezes teve que torcer para o time do seu chefe, sendo que você torce para outro ou nem liga para isso? Porque tem medo de perder o emprego ou ficar mal da foto. Vivemos de ilusão e, podemos perder nossa identidade, só para agradar os outros. Somos orientados a termos empatia ou seja, se colocar no lugar do outro. Mas e os outros, se colocam em nosso lugar? Não quero dizer com isso que devemos ser anti-sociais, brigões, antipáticos e afins. Mas sim, sermos nós mesmos e não um modelo padrão que a sociedade espera.