quarta-feira, 31 de março de 2010

Reflexões de um profissional - interessante!!

Iniciei minha vida profissional como um ajudante de produção. Roupa suja, pelo trabalho pesado, mãos calejadas, por ter que tirar rebardas do produtos que saiam das injetoras. Descarregar caminhão correndo, era outra atividade, porque em São Paulo tudo é corrido e qualquer parada fora de lugar, impacta no transito de São Paulo todo. Óia, podia até almoçar em casa, ir "de a pé", como diziam os outros. Mas eu tinha que estudar e um dia saí da empresa. Estudar é bom, "seu moço"...

Com muito sacrifício estudei, gosto disso, mas as vezes tudo isso parece ser ruim. Com muita dificuldade fiz faculdade, aliás, depois de um tempo, fiz até pós graduação. Na minha graduação, a bandeira lançadas pelos professores, e pela proposta do curso, era que o profissional precisa sempre estar atualizado, seja, através de cursos, leitura de livros, e hoje, pela internet. "Bão mesmo", e até hoje o besta faz isso, ficou no sangue.

Apesar de todo estudo, e com esta pregação na cabeça, muitas vezes fiquei desempregado, e passei muita dificuldade para encontrar trabalho. Eles pregam, "seu moço", que precisamos viver atualizados, antenados, enfim, arrumar espaço nas 24 horas do dia e dos 7 dias da semana, para fazer tudo isso, e ainda, veja que regalia: cuidar da família, ter um tempo para você, ter diversão, descansar. "Óia" que maravilha!

Mesmo com todo este conhecimento, que acredito que eu tenho, e por seguir certinho a cartilha que o mercado prega e os professores pregaram, me deparei e me deparo, com as seguintes situações:

  1. A moça da empresa que liga para oferecer uma vaga, isso quando liga, pede 3 anos de experiência em dados conhecimentos (processos e conhecimentos que não se faz todos os dias, como implantar um ERP de grande porte. Só se sua vida é de consultor e vive fazendo isso). Não resolve você estudar a academia SAP ou Oracle, mas e a querida experiência? Xi, "seu moço", lá se foi a oportunidade
  2. Pedem inglês. Você pode ter todos os outros 1.567 requisitos, mas faltou o inglês? Perdi mais uma vaga
  3. Você é da área de tecnologia? Sim, todo animado. Conhece a legislação da área de energia elétrica? Não?!? É requisito obrigatório... TI x área de energia elétrica, tudo bem relacionado (até parece) 
  4. M A R A V I L H A, a vaga serviu! Mas lá a moça perguntar se eu tenho empresa aberta, pois a contratação é via pessoa jurídica, e o valor por hora é de 20 reais. Bom, vou continuar a mandar currículos
  5. O horário de trabalho é das 8 horas as 19 horas, sem extra
  6. Tem que conhecer negócio, para assim poder transformar as requisições em sistemas. Mas o legal de tudo isso, é que as áreas que você vai conhecer, nunca vão te dar oportunidade de trabalho, se você desejar mudar para alguma delas. Engraçado, que foi você que definiu como ela deveria funcionar
  7. Saber se comunicar, saber se relacionar, saber ser político, saber tratar as pessoas, saber ser falso e finalmente, não saber quem você é mais
É meu amigo, tem tudo isso e muito mais. Leituras de livros e mais livros, da área e de áreas relacionadas. Tudo muda muito rápido e você tem que estar lá, sabendo da mudança. Lançam algo na semana passada e você tem que ter 5 anos de experiência. Caso contrário, a fila anda, só não sei com quem.


É "seu moço", mesmo com todas estas dificuldades, cheguei a ser gestor. Olha que maravilha! Sou um vencedor, né? Lidar com outras pessoas, outro desafio grande e tentar fazer da vida delas, algo mais fácil, ao menos na empresa. Não permitir que elas passem pelo o que você passou. E muitas vezes, as pessoas ainda dizem que você não faz nada, já que virou gerente. Horas a fio de dedicação para a empresa e concorrente a isso, o fantasma da atualização constante continua a bater no seu ombro. Mas agora, soma-se a isso, a cobrança na família, da atenção para a esposa, para os filhos.

O equilíbrio entre sucesso profissional e felicidade ainda não fecha, não dá para mandar uma moléculas para lá e para cá. Já tem até pesquisa e livros nesta área. Viu, sei porque eu procuro me atualizar!

 Ahh, esta pergunta que o senhor me fez é pertinente mesmo! Por que eu faço tudo isso, não poderia ser mais tranquilo? Depende do profissional, eu quero ver as coisas darem certo na organização que eu estou ou nas que passei. Alguns, deixam o dia a dia passar se escondendo atrás de um grupo informal forte ou sei lá o que. Cada um é dono de sua carreira. Mas é isso "seu moço", a gente precisa:

  • Planejar
  • Fazer projetos
  • Gerir equipes
  • Trabalhar longas horas
  • Estudar sempre
  • Pensar
  • Ser estratégico
  • etc etc etc
 Ahh, porque eu, como todo este conhecimento estou falando como um cara da roça, ou seja, seu moço?

Porque quando eu era ajudante, tinha que fazer o meu trabalho, sem ter que pensar em tudo isso, profissionalmente, que expus acima. Realmente, eu fui feliz. Poderia ganhar muito menos, mas era feliz. Eu era livre...

Eu? Nem vou comentar nada sobre isso.

O desabafo de um profissional

A gerência de projetos não funciona neste país! eu não sei por que as empresas querem contratar um GP ou mesmo terem um PMO, se não querem seguir absolutamente nada, não tem método. Todas as coisas são feitas de qualquer jeito, e isso é pior aqui, por se tratar de uma empresa estrangeira. Lá fora, os americanos não querem problemas, e não são tão polivalentes como pregam ao mundo. Ainda existe o Taylorismo, ou seja, eu aperto um parafuso e é isso que faço (este é minha, não pude deixar de registrar).

Tenho um monte de projetos para gerir, sem recursos humanos, sem apoio de meus superiores, ninguém me apóia. Os stakeholders, todos eles, acabam por virar as costas e dizem que o problema é meu!

E o meu gestor, ainda diz que não estou trabalhando, não faço nada. Falar outro idioma com o inglês, só me trás mais problemas, pois o fuso do Brasil com outros países é diferente, e assim tenho que trabalhar mais.

Eu quero abandonar a carreira de gestor de projetos, isso não funciona. Tudo querem jogar para o GP, ele tem que resolver tudo! Até que enfim um companheiro, pensa a área de TI, pois ela normalmente é que tem que carregar tudo, claro, as culpas (Essa também é minha). Mas muitas vezes, o GP está ligado a área de TI. Ihhhh, mais culpa!

Ninguém faz planos, ninguém lê comunicados. ninguém lê e-mails, inclusive meu chefe, ninguém respeita o cronograma, o cliente não quer fazer nada (e olha que tem coisa que o projeto depende dele, é crítico). Fique tranquilo neste ponto. Se você comunicou por e-mail, está documentado, e ainda mais, caso tenha feito isso em reunião, colocando como o projeto iria funcionar, isso fica ainda mais sério. Muitas pessoas não lêem por falta de tempo, outras por pura preguiça mesmo ou por não estarem nem aí com o projeto. As duas últimas são muito frequentes e jogam a culpa no tempo.

Este é o desabafo de um profissional sério, sênior. Brigar com a área de gestão de projetos não resolve, mas o entendo. O problema está nas pessoas que muitas vezes não querem levar os trabalhos a sério, dentro das organizações. Hoje, tudo é para ontem, a pressa é inimiga da perfeição. Esta todo mundo assim??!! Maravilha, vamos fechar as faculdades, escolas, acabar com cursos de MBA, pois se vamos continuar assim, trabalhando de qualquer jeito, não precisamos estudar.

Foi muito difícil ouvir isso, apesar de saber que isso realmente existe, mas temos que fé que pode mudar. Só queremos trabalhar, mostrar que somos profissionais e fazer as organizações crescerem. Só isso.

Conheço gente que pediu para trabalhar certo, só cobrou isso, e foi demitido. Queria colocar em prática, pois foi contratado para isso.  Isso é fato!

Direto ao ponto : capital erótico

Este é o mais novo conjunto de conceitos e/ou características que envolvem a contratação de pessoas. Oriundo de uma pesquisa britânica, onde a beleza exterior da pessoa, seu corpo dentro dos padrões aceitos pela sociedade, ou seja, não obeso. Enfim, as empresas tendem a contratar pessoas que tenham um corpo e uma carinha bonita. No Brasil isso já existe faz muito tempo, e não quero que isso seja entendido como a indicação de um relaxo, ir a uma entrevista de bermuda ou trabalhar com qualquer roupa.

Mas acredito que o pessoal não tenha mais onde colocar filtro para as contratações, e ficam inventando outros filtros para o volume de candidatos.

As pessoas precisam trabalhar, têm família para sustentar, e se forem habilitados para o trabalho (formação, experiências e habiliadades), contrate-os. Aliás, o tão querido capitalismo de muitos, precisa destas pessoas no mercado.

Vamos deixar de FRESCURA!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Direto ao ponto: vai explorar lá em outra galáxia!!

Empresa precisa de um profissional para desenvolvimento utilizando a ferramenta java para ambiente WEB. Alguns dos conhecimentos exigidos são Struts 1 e 2, HTML e conhecimentos de J2ME entre outros. Valor da remuneração de 3 mil reais, e a pessoa deve ter empresa aberta.



Me desculpem, mas não dá para acreditar em um anúncio destes. Isso é exploração ou simples falta de conhecimento! Mas o anúncio é de uma empresa de software, então acredito mais na primeira opção. Ahhh, antes que alguém cogite, é para um profissional pleno.


Para uma oportunidade destas, e com o conhecimento exigido, no mínimo como PJ, R$ 6000,00. O que já não estaria no melhor dos mundos, mas algo mais imaginável.

Esta é a tecnologia do momento para desenvolvimento de sistemas, concorrente atual e direta para a ferramenta .NET da Microsoft. São profissionais extremamente valorizados no mercado (por quem sabe). Bem, mas cada um coloca o que quer no valor e vê, se alguém vai pescar.

Profissionais, valorizem-se!!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Dilemas da área de tecnologia da informação

Muito se discute sobre a área de tecnologia da informação, ora com relação aos profissionais se são ou não qualificados, ora pelos para-quedistas que entram na área, ora por aqueles profissionais ou empresas que atuam nesta área e fazem ou prestam um mau serviço, o que acaba por derrubar os bons profissionais e etc etc.

Temos sim, alguns dilemas (argumento ou solução para situações igualmente difíceis), fatos e verdades da área:

  • Os profissionais de tecnologia da informação não são unidos. cada um acredita que conhece mais tecnologia que o outro. Isso dificulta uma regulamentação por exemplo. Não que ela vá resolver 100% dos problemas mais básicos da área
  • Muitas empresas ainda veem a TI como um custo desnecessário, deixando-a por último em seus processos e decisões, mas colocando-a em primeiro, quando o evento é culpar alguém por desmandos administrativos. Claro, há realmente situações em que o problema pode estar na TI, como por exemplo, maus profissionais
  • O profissional de TI tem que conhecer processos, negócios e muitos deles a fundo. Até é plausível este tipo de conhecimento, mas se o profissional desejar mudar de área, para por exemplo, ir para a logística, vão dizer que ele não tem vivência. Vale dizer que conhecer negócio é algo que agrega ao profissional de TI, facilita o seu dia a dia na implementação de programas/sistemas. Tudo tem que ter um equilíbrio
  • A área de tecnologia da informação é muito vasta, indo de redes a banco de dados, passando por sistemas operacionais, desenvolvimento de sistemas (inclusive WEB), inteligência artificial, segurança de dados etc. CADA UMA DELAS, pode e é tranquilamente, uma especilização no mínimo, se falarmos em formação. É muiito vasto. Ninguém é especialista em TUDO, o que se consegue ser é um clínico geral, generalista com alguns conhecimentos mais específicos de uma área ou mais de uma. TUDO ao mesmo tempo, não dá, é muito vasto. Por isso se divide a TI de uma empresa, em infra-estrutura (redes, servidores, segurança), desenvolvimento e help desk, por exemplo. E com profissionais para cada área. O que temos sim, é a interação desta equipe, ou seja, estes profissionais precisam trocar informações e conhecimentos internos à equipe, para que o trabalho caminho dentro de um sinergia
  • Hoje, alguns estão chamando a área de mercado de certificações. Exige-se muitas certificações em roteadores (CISCO), em gestão de projetos (PMI, que por si só é uma área extensa), em servidores Microsoft, em SQL SERVER, em Oracle, em um ERP específico e em todos os módulos (só por Deus...) etc. E o salário é 1.200,00. Além do salário, que é baixo, temos a questão do tempo para fazer tudo isso. E mais: se por acaso conseguir tudo isso, vai cair na peneira da experiência. Você tem quanto tempo de experiência nesta ferramenta? Nada? Que pena, preciso de alguém certificado com experiência. VEJA BEM, MAS MUITO BEM MESMO: eu não quero colocar que sou contra a atualização profissional. As coisas mudam, e mudam rápido, mas deve haver um equilíbrio. Pedir por pedir não resolve e, além disso, tem empresa que pede mas ela não tem 1/4 em sua estrutura do que está pedindo. Corre o risco de perder um bom profissional por isso
  • Falta uso de metodologias. Ora por parte dos profissionais, ora por parte das empresas, que querem as coisas muito rapidamente, no estilo, 3 minutos e está pronto
  • O planejamento ainda é muito deficiente. E depois vem o retrabalho, mais perda de tempo. Que poderia ter sido evitada em boa parte, por um bom planejamento. Não resolve o contador chegar e começa a falar : preciso de um sistema que controle débito e crédito - e neste mesmo momento um programador já está digitando o código no Eclipse ou na IDE do Delphi, ou em Clipper (via NE, tem gente que ainda usa, não adianta torcer o nariz) ou em .NET, só para exemplificar. Tem que planejar, levantar requisitos, trazer o usuário para participar do projeto, pois quem vai trabalhar com o sistema é ele e quem conhece o seu dia a dia é ele. Caso contrário vamos ter o famoso:
  • Independente da empresa dar valor ou não para a tecnologia da informação, os profissionais desta área devem agir com ética, com profissionalismo, fazendo e desempenhando o seu papel no dia a dia, afinal a empresa os paga para isso. Bem ou mal. Se for mal, conversas deverão existir para melhorar os salários e posição da TI junto à empresa. Isso deve partir do gestor. Se não sutir efeito, devem procurar outra organização ou trabalharem por conta própria. Cada um de nós é dono de nossa carreira, não podemos colocá-la na mão de terceiros
  • A valorização começa em cada um dos profissionais da área, e isso vale, para os profissionais de outras áreas de conhecimento e atuação
  • Fazer um MBA? Uma especialização? Um mestrado ? Ajuda? Não existe recieta para isso, e nem resposta absoluta. O que há é ponderação. Cursos de pós graduação são bem vindos, mas o ideal é que sejam efetuadas após 3 anos de experiência na área de atuação, após a graduação. Isso ajudará o profissional a aproveitar melhor o curso e sair com uma formação sólida. Fazer após terminar a graduação é perda de tempo e dinheiro. Mestrado fica aconselhável para quem deseja investor na pesquisa e docência em nível superior. O mercado brasileiro de empresas, ainda absorve este tipo de profissional de forma mínima
  • A área recebe muitos profissionais originados de outras áreas, como engenharia e administração. Uma regulamentação poderia resolver isso, mas tenha em mente que já existem profissionais com esta formação na área e, que são bons profisisonais. E a entrada ou não destes, mesmo com regulamentação, vai depender dos critérios de formação que ela terá. Não vejo grandes mudanças nisso
  • Tecnologia da informação, doa a quem doer (e isso é para as empresas) é um mal necessário. Abro um aspas aqui, isso no pensamento deles e não meu. Se uma empresa quer estar sempre à frente no seu mercado, ele precisa da TI, como uma DAS formas de conseguir isso. Precisa enxergar a TI como estratégica, alinhando-a ao seu planejamento estratégico, colocando-a como um departamento importante em suas decisões e ações. Não mero desenvolvedor de soluções. E a TI por seu lado, precisa agarrar isso com mãos de ferro, aproveitando a oportunidade de trabalhar corretamente, apoiando a organização nas suas decisões e objetivos. VEJA BEM, é uma via de mão DUPLA, de trocas, nunca um contrato leonino (somente uma das partes é que manda e desmanda). E, aliado a tudo isso, a inovação, o uso de métodos, a visão sistêmica, o planejamento, uma boa gestão de pessoas enfim, é que vão fazer a sinergia para que a organização chegue ao topo do seu mercado, ou ao menos, dê muito trabalho aos seus concorrentes.

Direto ao ponto: E ainda tem empresa assim...

Um anúncio de uma empresa de grande porte, que não convém citar nome, coloca um anúncio para buscar um profissional. Até este ponto, uma coisa natural. Mas um dado critério do anúncio chama a atenção: até 30 anos de idade!!

Então, podemos concluir que:

  • Acima desta idade ele não precisa comer mais?
  • Que os filhos dele não precisam se alimentar?
  • Que ele ou ela, não precisa se divertir?
  • Que ele não precisa mais trabalhar em sua vida?
  • Que não pode mais fazer um financiamento?
Aliando a isso, temos outros critérios, que juntos formam o seguinte:

  • Se for homem, não pode trabalhar próximo aos 18 anos porque vai, suportamente, para o exército;
  • Com menos que 20 não tem experiência e nem formação
  • Entre 21 e 30, tem um pouco de experiência e já estudou. Mas ainda é júnior, sendo assim, não é contratado(a)
  • Acima dos 30 anos até 39, tem vivências, mas já está velho. Sendo assim, não é contratado(a)
  • Acima dos 39 anos, vai morrer a qualquer momento! Desta forma, não será contratado(a)
Parece brincadeira, mas se vê isso no mercado. Claro há empresas fora destes critérios.

GENTE, todo mundo tem que ter seu lugar ao sol!!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Direto ao ponto: planejamento e projeto

Quando se deixa de planejar, o dia a dia fica mais complexo e sem visão do seu fim. O trabalho não rende e, aliás, o que mais se faz são retrabalhos. Esta é a base para projeto, onde as atividades são criadas e devem ser seguidas pelos envolvidos, sob controle de um gestor. Claro, isso não é linear, problemas podem ocorrer, isso é normal. Mas está sob um ou mais olhares controladores e há previsibilidade.

Na falta destes o que temos é o seguinte resultado, exposto pela figura [1]:


Ou por esta imagem [2]:




[1] Wikipedia; enviado por um amigo
[2] Disponível em http://www.cabrunco.com.br/2008/12/como-isso.html, acesso em 17/03/2010