sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

MSN, orkut, myspace, acesso a internet e outros. Logo no primeiro dia! Um pouco dos profissionais do dia a dia

Maravilha!, pensou o indivíduo, após ter sido aprovado para uma vaga para atuar naquela empresa. Passados os processos para sua admissão, chega o tão esperado primeiro dia de trabalho, que, ao que eu me lembre, e tenho relatos de outras pessoas, causava:

   1. Tremedeiras generalizadas
   2. Dor de barriga, nos mais ansiosos
   3. Aumento da ansiedade, além do normal
   4. Receios - Será que serei bem recebido(a)? - pensa o novo colaborador
   5. Medos
   6. Aquela sensação que estão todos de observando, na espera que você cometa um erro
   7. Como será o seu gestor no dia a dia

Enfim, pensamentos que, acredito, todos tenham e já passaram por isso. Gostaria de abrir um aspas aqui, no "todos tenham" onde indico que isso é uma atitude da geração X, se eu não fizer isso, o que vou relatar cairá em contradição.

Continuando, como tudo mudo e tudo evolui, os pensamentos e medos dos atuais profissionais, que já são mais externados, orbitam no seguinte:

   1. Vou ter acesso à internet? Um absurdo a empresa não dar acesso à internet!
   2. Tendo acesso à internet, poderei navegar pelo Orkut, facebook, myspace, ver umas mulherzinhas peladas, bater papo?
   3. Poderei usar o MSN? Não? Nossa essa empresa veio de onde?, pensa o profissional
   4. Poderei mandar e-mails em linguagem utilizada em chats, utlizando VC, KD, naum, :), :/ entre outras? Para quem eu desejar? Até para o diretor?

 Caso algumas destas vontades, pois isso não é necessidade, não sejam disponibilizadas pela empresa, aí sim, o profissional entra nas causas descritas anteriormente, e começa a pensar em mudar de emprego.

Parece brincadeira, mas é a pura realidade. Os profissionais mais jovens, que são classificados como geração Y, fazem tudo isso e mais um pouco. E há muitos da X que o fazem também. Falta:

   1. Bom senso, o básico em qualquer relação
   2. Profissionalismo
   3. Educação, básica, de casa
   4. Formação, seja ela fundamental, superior ou técnica

As empresas sofrem, apesar do grande número de pessoas desempregadas, ainda existem oportunidades, mas tem muita gente que não tem a mínima capacidade para assumir um cargo, seja ele em que nível for. Além do que foi colocado acima, falta:

   1. Ética
   2. A comunicação escrita é deficitária, e-mails são enviados sem pontuação, com palavras erradas, sem sentido
   3. Tem gente que não consegue interpretar o que está escrito, e ainda, diz que o outro é que não sabe escrever. Claro, realmente podem ocorrer estes casos
   4. Falta ambição, no sentido de querer crescer profissionalmente, por que o trabalho faz a pessoa crescer, inclusive no lado pessoal. Não é aquela ambição trator, onde para subir na vida, usa-se pisar na cabeça dos outros
   5. Falta respeito pelo próximo
   6. Falta uso de métodos, inclusive por profissionais que têm profissionais mais técnicas
   7. Falta de vontade de aprender, de pesquisar novas formas de fazer as coisas
   8. Tem gente quenão consegue preencher uma ficha de proposta de emprego, e não é porque não sabe escrever
   9. Alguns, vão procurar trabalho de bermuda e boné. A apresentação conta muito, e não precisa ser roupa de grife

 Casos reais? vamos a alguns:

   1. Rapaz foi contratado para atuar na área de tecnologia da informação. No primeiro dia, lá estava ele, no MSN, batendo papo. E nos meses em que ficou na empresa, seus acessos orbitam entre orkut, facebook, myspace e outros sites que não tinham nada com o seu trabalho. PIOR! É que a TI proibia estes acessos, e ela seria o exemplo para os outros usuários. E lá estava ele quebrando as regras, apesar dos avisos. Foi demitido por estes e por outros motivos
   2. Um jovem foi contratado por uma empresa para atuar na área de SAC. A empresa tem uma demanda de trabalho grande, por isso o contratou. Um dia, ele disse que estava com problemas particulares e pediu para sair. Seu gestor, o pegou falando que no dia em que iria resolver problemas particulares, ele foi fazer uma tatuagem e além disso, se utilizava de acesso ao orkut durante o expediente. Foi demitido
   3. Estagiários são contratados para desempenhar algumas funções em uma organização. Faltavam, por motivos diversos. Um dia problemas com o carro, no outro, alegava não estar bem, um outro, não alegava nada. Isso repetidas vezes, acabou por desligá-los da empresa
   4. Um profissional contratado para um cargo especialista junto à diretoria. Tempos depois, este estava acessando sites pornográficos durante  o seu expediente
   5. Contratação para  a área de projetos, onde logo na entrevista os candidatos conheciam a rotina de projetos (atas, documentações, comunicação, cronograma, acompanhamentos de status e atividades e afins). Durante os meses que se passaram, percebeu o seguinte: não queria fazer as atas, a comunicação era deficitária e muitas vezes desrespeitosa (até com a diretoria), não queira fazer os cronogramas, quando tinha compromissos só comunicava (isso mesmo, no sentido de vou sair e pronto!) não conversava para ver se seria possível sair naquela data, não aceitava subordinação entre outras coisas. Após muita conversa, coisa que com certeza não irá encontrar em outras empresas, os problemas continuaram. Mais um desligamento de pessoal
   6. Jovem que se veste como fosse à uma festa, a dita balada. Não gosta de cumprir horários e escolhe trabalho a ser executado, estando ele no mesmo nível que seus colegas

Tem muita história e tenho certeza ,que muita gente, já passou por isso e/ou vai passar. O objetivo aqui não é mostrar se a demissão foi certa ou errada, mas mostrar que bons profissionais estão cada vez mais raros. Tem muita gente boa no mercado ainda, mas tem gente ruim também. Todos precisam de um lugar ao sol, sem dúvidas, mas estes precisam fazer por onde, ter este lugar.

Para mim a coisa é bem simples, mas bem simples MESMO:

   1. Na entrevista fica claro o que a pessoa irá fazer, quais são as atribuições de sua função
   2. Passar para cada candidato, a cultura da empresa, o que pode e o que não pode
   3. Se houver uma política clara de segurança da informação, esta tem que ser exposta. Isso no momento da contratação, mas pode-se explorar durante as entrevistas

 Combinado, não sai caro. Isso fica fundamentado e será a partir destes fundamentos que o profissional será avaliado e terá sua permanência ou não na empresa.

Quanto ao MSN, Orkut e outros, podem ser liberados para pessoas que utilizem com fins profissionais. Hoje, as redes sociais, estão em alta, desde que com uso profissional.

Vale lembrar que a monitoração de e-mails e acessos, são facilmente efetuados pela TI, basta ter estrutura para isso.

Não cabe aqui uma análise profunda sobre as chamadas gerações Y e X. Há gente boa em uma e na outra. Mas a Y precisa melhorar a sua visão de empresa, e a X precisa aprender a trabalhar com eles. Gente, equilíbrio e bom senso.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Dois funcionários e um cachorro - dia a dia da comunicação ou a falta dela

Aquela empresa ia muito bem das pernas, como se diz na gíria corporativa. Claro, a economia estava aquecida, a empresa vendendo muito isso muitas vezes é comum. Ninguém liga para o fluxo de caixa, o importante é que o que entra paga com sobra as dívidas. Mas isso é assunto para outro momento.

Voltando ao ocorrido, como a empresa estava indo bem, resolveu-se comemorar com os funcionários daquela empresa, com um café da manhã, com a participação dos gestores, onde falariam sobre o sucesso e agradeceriam a colaboração dos funcionários. Evento bom, raro de acontecer ainda mais em uma empresa que não tinha cultura para tal.

No dia do evento, poucos funcionários apareceram, deixando os gestores e o dono, apreensivos com o ocorrido. O que será que houve?, pensou cada um deles.

Como tudo na empresa sempre ocorre sob a falta de planejamento, este evento não poderia ser diferente. A falta de pensar nas coisas, o que é preciso para chegar a um resultado, e uma coisa tão simples, foi desastrosa. Esqueceram simplesmente de COMUNICAR formalmente o evento aos colaboradores, a coisa ficou no boca a boca e mesmo sendo noticiado pela rádio pião, o pessoal ficou apreensivo e a maioria não foi, com medo de alguma represália ou de demissão dos presentes, já que os gestores e o dono estariam presentes.

O que a falta de comunicação não faz, como já vimos em outro tópico. Se para uma festa de comemoração dos resultados, foi desta forma e causou apreensões de todos os lados, imagine coisas mais sérias.

Isso justifica o título deste post, onde a falta de comunicação propiciou, ainda, às mentes criativas a seguinte história: por erro de comunicação da comemoração dos resultados, somente estavam presentes, dois funcionários e um cachorro, que diga-se de pesagem, estava perambulando pela rua e sentiu o cheiro da mesa com alguns lanches, biscoitos e afins.

Ainda se estendeu: o cachorro ficou com o dono, dando conselhos sobre administração (que não eram ouvidos), virou seu boneco de pancadas e se encarregou de morder que eram demitidos.

A comunicação é muito importante em nossas vidas, seja ela pessoal ou profissional.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Histórias de todos os dias - a demissão

Ela chegou para trabalhar naquela empresa, que já havia 31 anos depositados nela. Uma empresa multinacional, de grande porte.

Uma quinta feira, anterior ao carnaval, como sempre fazia de costume, logo cedo. Secretária de um gestor (alta hierarquia), cuja vida foi dedicada àquela empresa. Tem gente que não vive 31 anos, por motivos diversos.

Mas friamente, nesta mesma quinta-feira, ela foi demitida como qualquer outra pessoa e, da mesma forma que outras com 6 meses, 1 ano, 3 anos ou 5 anos, teve que juntar suas coisas rapidamente e sair da empresa.

A questão aqui não é defender uma estabilidade, mas sim um mínimo de respeito pela pessoa, que dedicou 31 anos de usa vida. Claro, as pessoas que estavam na empresa ao longo deste tempo, já sairam, houve muita dança de cadeira, mas seu registro está no RH e sendo assim, poderiam dar um tratamento melhor, mais respeitoso e agradecido por sua colaboração durante este tempo.

Fica uma lição muito boa, ou talvez uma delas: não deixe de ver seus filhos crescerem, de acompanhá-los nos estudos e nas suas descobertas. Não deixe de cuidar de sua saúde, enfim, não deixe de fazer o que pretende em sua vida, junto à sua família por causa do trabalho. Tudo tem que ter seu tempo. Não é uma questão de criar pessoas irresponsáveis, mas sim pessoas profissionais que dedicam seu tempo durante o dia para a empresa, colaborando para seu crescimento, mas com equilíbrio. Porque ninguém vai lembrar dos sacrifício que fizestes para ela. Só sua família ou muitas vezes nem ela.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

"Rádio pião" - a informação na velocidade da luz

Mais rápida que um trovão, mais rápida que um raio, mais rápida que qualquer plantão jornalístico no mundo [1], nem internet banda larga com meio de fibra de vidro com 30 Mb é mais ágil, mais rápido que colaborador(a) que ouve o sinal de fim de expediente etc. Todo assunto de qualquer empresa passou, passa ou passará por este canal, onde no mínimo 50% das informações são verdadeiras, isso mesmo, já constei isso, em lugares diferentes, com pessoas diferentes e ao longo de um bom tempo. Apresento a vocês, que possivelmente já estiveram no seu noticiário, ou no mínimo, já a ouviram: a rádio pião. Aqui, colocamos mais uma forma de comunicação, esta que já foi e será alvo de outras postagens. Ela tem uma equipe, que pode trabalhar junta, mas também pode ser uma única pessoa. Consegue os maiores furos de notícias, que deixa o New York Times com uma inveja incrível, e seus repórteres, conseguem as informações sabe Deus por que meios em alguns casos. No seu plantão passa de tudo um pouco, como por exemplo:

1.    Quem saiu com quem, e normalmente colaboradores de peso
2.    Quem se separou. Tem importância isso? Bom se o separado ou separada for seu chefe tende a ter, não é?
3.    Venda da empresa para outro grupo
4.    Problemas financeiros, que a diretoria ou gerência tenta esconder com esforços homéricos
5.    Grandes trocas de sistemas de informação. Importância? Se tiver um TI interna, o caos entre os colaboradores está plantado
6.    Lista de pessoas a serem demitidas. Normalmente 50% vai embora mesmo. E os outros 50% ficam pendurados para o dia seguinte
7.    O salário de um gerente, que em alguns casos é aumentado em relação à realidade. E ainda, adicionam o tempero do requinte de crueldade, dizendo que o cabra não faz nada
8.    A lista é grande

A sua central normalmente fica nas rodas do local onde os colaboradores tomam o cafezinho, no banheiro (isso mesmo!), nas rodinhas da hora do almoço, ou mesmo nas mesas deste, nos elevadores ou podem ocorrer por e-mail, por MSN o que é mais arriscado, pois podem ser tranquilamente monitorados. Só para evitar problemas, isso é possível de se fazer, mas a boa prática é que CADA colaborador tenha conhecimento deste fato, no momento de sua contratação e assine o termo de responsabilidade. Para os que já estão na empresa, o processo é o mesmo, caso seja instituído em algum momento de mudança e nossas regras na empresa. E quem pode e deve auxiliar isso, é o RH (mais uma vez, a sinergia presente).

Retomando o assunto, um local de troca de informação entre os agentes da rádio pião que mais impressiona, é o banheiro. Ali no momento que se lava as mãos ou escova-se os dentes é que as notícias são divulgadas, aumentadas, informadas. Já fiquei sabendo de informações que não tinha conhecimento, e logo depois (alguns dias), elas foram oficializadas, e o local foi este distinto ambiente comentado agora a pouco. A rádio pião é a institucionalização da fofoca[1] no ambiente corporativo.

Os reflexos destas notícias, normalmente são os seguintes :

1.    Pânico entre os funcionários, quando se trata de notícias sobre fusões, demissões, trocas de gestores
2.    Nos dias que se seguem após a descuidada notícia, o que ocorre são pessoas remoendo o assunto ou aumentando ainda mais a história, criando assim quase um kit desgraça pura
3.    Há impactos sobre a produtividade na organização
4.    Não resolve muito desmentir, fazer reuniões, chamar o presidente da empresa para dizer que tudo aquilo é intriga da oposição. As pessoas só vão se acalmar e voltar a normalidade, após alguns dias. Mas estes alguns dias para que tudo volte à normalidade, tendem a aumentar, se o fato que foi desmentido em um dia, aconteceu no dia seguinte
Tem muito gestor que fica desmentindo estas notícias, com o receio de criar pânico (isso ficou a cargo da rádio pião, ele chegou tarde!), na busca de manter o controle. Não resolve, ainda mais se o fato se concretizar.

Sendo assim, a transparência nas relações pessoais dentro da organização, nas relações entre gestores e seus colaboradores, a transparência nas informações que fluem dentro da organização, sejam elas via sistemas, papel, sinal de fumaça ou em conversas é a única ferramenta que irá diminuir este tipo de ocorrência. Com a transparência, caso algum tipo de informação surja, ela não tem força, pois as pessoas já sabem e não vão chutar cachorro morto. Parece simples, mas conscientizar as pessoas da importância da transparência, é uma tarefa árdua. Cabe mais uma vez ao recursos humanos apoiar a empreitada.

Acabar vez por todas com a rádio pião, talvez seja utopia. Seria análogo ao sovaco de cobra. Não existe. Mas podemos melhorar nossas relações, sermos mais transparentes. E quem não acredita nisso, a administração já estudou os grupos informais[2], que tem grande influência em uma organização e além disso, tudo que foi posto aqui, aconteceu e acontece.


[1] RIBEIRO, Beto. Poder S.A. Histórias possíveis do mundo corporativo. São Paulo: Marco Zero, 2008. 158 p.

[2] CHIAVENATO, Idalberto. Teoria geral da administração. 3a ed. 1o. Vol. São Paulo: Makron Books, 1987. 485 p.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Partes que formam um todo maior

Uma empresa tem em sua estrutura, departamentos, que são partes funcionais desta empresa. Da mesma forma que o corpo humano, que é um sistema, tem seus orgão, cada qual trabalhando e executando a sua função, mas NUNCA isoladamente, e sim, interagindo uns com os outros, e como resultado temos um corpo saudável. Quando um destes orgão vai mal, ou tem algum problema, por menor que seja, surgem assim, uma doença, que tem maior ou menor grau de gravidade, podendo nos levar à morte (entropia). Com uma empresa isso não é diferente, TODOS os departamentos, áreas, ou como são chamadas em sua organização, são peças importantes ao bom funcionamento da sua organização. Caso contrário ela ficará doente, em crise, não como o corpo humano, mas deixando de atender seus clientes, perdendo espaço em seu mercado, deixando os acionistas um "pouco tristes" ou mesmo caindo na falência, ou seja, caindo na entropia.
Infelizmente o que vemos na França, e não no Brasil, é justamente o que foi posto acima, onde cada departamento parece um feudo, com o seu SENHOR FEUDAL, autosuficiente em tudo, sem ao menos ligar para os que estão ao seu lado (outros departamentos) e achar que não precisam deles (trocas, processos, fluxos de informação). Vi, vejo e verei coisas do tipo:
  1. Se eu não vender, a empresa não cresce. Diz o departamento comercial
  2. Se eu não fabricar, não colocar a mão da matéria prima, transformando-a, não adianta vendas, vender, não vamos faturar. Diz a produção
  3. Se eu não inspecionar, o material não sai e nem fatura. Diz a qualidade
  4. ISO 9000 não é problema meu, dizem TODOS os departamentos, menos a qualidade claro. Ao menos se espera isso deles...
  5. Se eu não cuidar do servidor, ou mesmo desenvolver um aplicativo com problemas, a empresa pára (para, na nova regra culta). Diz TI
  6. E por aí vão os egos
Sob o o olhar individual, nenhum deles está errado. Mas isso, INDIVIDUALMENTE. Mas como a empresa é um sistema, e seus subsistemas precisam trabalhar e trocar informações, TODOS são importantes, e TODOS devem se unir para um objetivo comum: o crescimento de sua organização, e como consequencia disso, o seu crescimento. Ah?!? A sua empresa não te dá valor, mesmo com toda esta visão? Procure outro grupo empresarial que o faça.
Temos alguns departamentos que são mais estratégicos sim, mas nem por isso, podem subir em seus egos, pelo contrário, precisam de atenção redrobrada, pois tendem a causar mais estragos na empresa a longo prazo, e sem o devido controle, quando percebido, pode dar trabalho voltar a um patamar de equilibrio (homeostasia). Este equilibrio, pode ser a volta ao ponto em que as coisas estavam bem (financeiramente, por exemplo) ou uma adaptação as novas exigências do seu mercado. Normalmente esta última sempre estará presente.
Abaixo temos uma visão macro de como uma empresa deve funcionar, e as interações que ocorrem entre os departamentos:

 

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Esta visão permite mostrar as interações entre os departamentos, a troca de informações, atividades, enfim, onde o fluxo de trabalho e de informações flui, sem barreiras e sem maiores problemas. Neste fluxo, voltado para indústrias ou mesmo empresas de revendem ou distribuem produtos (que em algum momento são transformados, mesmo que de forma pequena), aponto alguns departamentos estratégicos:
  1. Custos - a fábrica é um grande indicador de custos em uma empresa, custos altos na produção, tendem a ser um problema sério para uma organização. E isso já era dito por TAYLOR, considerado o pai da administração científica. E custo, não é somente um salário alto de um funcionário. E leia-se, alto, pelo ponto de vista de muitas empresas, mas também pelas movimentações na fábrica, que podem ser desnecessárias, por má posição das máquiinas, pelo desperdício de material e assim por diante. Isto do ponto de vista da fábrica. Há ainda o custo da matéria prima ou de um produto que só passará por um polimento por exemplo, que precisa ser controlado, mas algumas organizações não o fazem: não se tem o custo médio, para fazer por exemplo, um inventário! É isso mesmo, algumas empresas não tem este controle, é fato. A falta de planejamento eleva em muito os custos em uma empresa, e em algumas delas, se pode até classificar como gasto (quantidade de capital desembolsada por uma empresa que não era esperado). Custos altos espremem as tão desejadas margens de vendas, enfim, o lucro. O simples corte de cafezinho, de água, de copos plásticos, não vai ajudar a empresa a se recuperar de um problema com custos. Só um levantamento e análise dos pontos custosos, que podem estar na empresa como um todo, não somente na produção e o seu controle, é que se podem reduzir estes custos. Depois, basta manter o controle dos mesmos. Mas nada disso é atividade simples, mas precisa ser feito. Evita-se com isso tirar o café da produção e demitir o pessoal da limpeza para reduzir custos, como muitos fazem
  2. Recursos humanos - departamento que se desdobra em sub-áreas, como treinamento, cargos e salários, avaliação e desempenho, seleção, gestão de pessoas e dependendo da estrutura e como a empresa está organizada, medicina do trabalho. Mas recursos humanos vai ainda além: é uma área fundamental para grandes mudanças em uma organização, como por exemplo, a começar pela seleção e a integração de novos colaboradores. Todo mundo faz isso? Dizem que sim, mas será que são efetivos e acertivos? Quando uma empresa deseja REALMENTE mudar ou até mesmo melhorar (e não fazer com que os outros percam seu tempo com ações sem foco), estas mudanças podem e devem ser apoiadas pelo RH. A integração de novos colaboradores é um momento fundamental para que estes conheçam as normas de conduta da empresa, a sua hierarquia, como estes devem se portar no dia a dia. É um momento que se pode apresentar como a empresa vê a qualidade (ISO 9000), as normas de conduta no uso de equipamentos e sistemas (segurança da informação),detalhar os planos de carreiras (se houver), enfim, muita coisa pode ser feita neste momento. O combinado, não sai caro. Em ambientes de mudança, a integração é vital para o sucesso desta empreitada, e será apoio para as ações que o RH pode auxiliar no ambiente interno da empresa, atuando junto aos colaboradores veteranos. Em momentos de mudança, a presença do RH é importante, para tranquilizar os colaboradores e assim, chamá-los a participarem do processo, pois nestes momentos a resistência à mudanças tende a ser grande. Se for preciso, esta unidade pode treinar ou contratar uma empresa para treinar os gestores, visando a melhoria na liderança. Todos devem participar. Na implantação de um sistema de gestão empresarial, ou o conhecido ERP, o RH mais uma vez tem papel fundamental, auxiliando no dia a dia do projeto (junto aos usuários chaves e gestores, primeiramente), apoio ao kick off (apresentaçaõ inicial do projeto para a empresa), enfim, executando a gestão de mudanças. Lidar com pessoas é algo complexo, e nada posto aqui tem o intuito de mostrar um mundo de conto de fadas, sei que não são lineares. Mas precisam ser feitas. É um departamento que precisa de apoio da alta direção, pois em muitos momentos vai lidar com as lideranças do grupo, e sem este apoio, perde a sua força. É estratégico por tudo isso posto aqui e muito mais (mas não é o objetivo), por lidar com pessoas e por  ser grande aliado em mudanças, na busca por colaboração e na melhoria do clima organizacional. Sem pessoas, nada se faz
  3. Marketing - Teatros, eventos com badalações. É isso que vi em alguns lugares que passei ou mesmo, por conhecimento através de colegas. O marketing não é simplesmente um departamento organizador de eventos, para o pessoal da empresa tomar uns drinks, dar uns tapinhas nas costas uns dos outros e no dia seguinte, voltarem aos seus feudos e às suas brigas corporativas. Guardadas as proporções, ele cria eventos, como feiras para mostrar a empresa ao seu mercado e pode com certeza criar eventos internos, com apoio do RH. Mas ele vai além, é um departamento que pode atuar tanto internamente da empresa, como fora dela. Internamente, auxiliando a organização a tratar melhor os seus clientes, com base em informações armazenadas em seus sistemas (que devem ser bem estruturados). Este tratar é sob o prisma de um relacionamento, seja ele via CRM (gestão do relacionamento com o cliente), via SAC outra de outra forma criada pela organização, mas precisa ter base. Este relacionamento deve ser forte, principalmente no momento pós-venda, já que antes dele somos em muitas vezes tidos como dentistas, já que no momento da venda, tudo é lindo mas, depois problemas podem surgir (claro, há ). No pós-venda, o que deve ser feito:
  • Em caso de devoluções, o cliente ter fácil acesso a empresa e o processo ter todo apoio desta
  • Ter suporte ao serviço ou produto que adquiriu
  • Respostas rápidas as suas solicitações
  • Facilidade em trocar o produto, se for o caso
  • Entrar em contato com o cliente, para verificar se o que ele adquiriu o está atendendo. Independente do contato do mesmo. Contato rápido e objetivo, pois contatos sem permissão não são bem vistos em estratégias de CRM
Este tipo de ação, deixa o cliente satisfeito e tende a criar uma retenção, uma fidelização do mesmo. A cada compra do cliente, com apoio do sistema de informação da empresa, esta pode se atenver às suas necessidades e oferecer produtos e/ou serviços personalizados.  Além do relacionamento, tema que pode ter um tópico só para ele, o marketing pode fazer pesquisas de mercado, na busca de novos mercados, movimentação dos seus concorrentes, fornecedores, clientes (futuros, ou os conhecidos prospects), pesquisas de aceitação de seus produtos e/ou serviços ou mesmo na identificação de novas tendências de consumo entre outras possibilidades. A pesquisa em marketing que permite solucionar problemas em uma organização, é outra ferramenta que pode ser aplicada pelo marketing. Além de tudo isso, este departamento pode ser apoiado pela TI, onde a mesma pode disponibilizar sistemas que apoiem as iniciativas deste departamento. Além deste, ele trca informações com a área comercial, da qual faz parte, com o financeiro (via sistemas, ainda mais quando tem um CRM envolvido), com a produção e qualidade quando há algum problema com o produto, se for o caso. Isso para mostrar como os departamento interagem entre sí, criando sinergia. É estratégico por que se bem utilizado e estruturado, permite a empresa acompanhar o seu mercado e ainda mais que isso: deixar o seu cliente feliz. Temos fatos de que, mesmo com um produto ou serviço mais caro, alguns clientes permanecem em uma empresa, já que ela tem diferenciais, como um bom atendimento e confiança na relação.
 A tecnologia da informação (TI), não ela não foi esquecida. No fluxo apresentado ela não aparece explicitamente, mas está presente nele, pois ela é quem possibilita a troca de dados entre os departamentos e até mesmo forma da empresa, atravès dos seus sistemas, redes e infra estrutura de TI. Empresas, pequenas ou grandes, não importante, precisam de um mínimo de informatização, seja ela suportada por uma TI interna ou por empresas prestadoras de serviços nesta área. A área de tecnologia da informação cresceu muito e esta denominação já veio com o obejtivo de mostrar uma área ligada às estratégias da empresa ja que antes, quando tinha a denominação centro de processamento de dados (CPD), era reativa, centralizada, enfim um FEUDO realmente em alguns casos. TI precisa estar alinhada com as estratégias da empresa, para que não se dilua em esforços que não estejam ligados aos objetivos da empresa, onde por exemplo, a empresa quer criar uma relação forte com seus clientes e a TI está informatizando a portaria. Não estamos diminuindo a importância deste ou daquele departamento, isso pode ser feito, desde que esteja nos planos da empresa e alinhado com seus objetivos, com o seu plano de negócios. Infelizmente esta área para muitas organizações é um mal necessário, levando na maioria das vezes a culpa, pelos erros e falta de visão da empresa. Sistema NENHUM faz milagre em uma organização, seja ele nacional ou mundialmente conhecido, sem que haja um plano estratégico por parte da empresa e a TI alinhada à este. Este é um tema que é longo e com certeza será discutido em outras postagens.
Portanto, aos que lêem esta postagem, as empresas não são partes dissociadas, mas sim integradas e dependentes e ainda, formam um todo maior, com a sinergia de suas partes. Ahh mais isso é utopia, é teoria, ninguém usa isso, blábláblá e blábláblá e blábláblá. Muitos vão dizer isso. Fazer o que? Tem gente que não quer crescer, por exemplo. Mas se tudo isso é inútil, por que a sua empresa está passando por dificuldades ou tem um ambiente de trabalho próximo ao caos? E porque não aplica outras idéias ou métodos para salvá-la?
Tudo isso posto é básico e não tem nada de extraordinário, mas tem muita gente que não faz.
O fluxo apresentado é macro, e as áreas envolvidas precisam ser explodidas ou seja, há necessidade de detalhar os seus processos internos, suas entradas e suas saídas. O fluxo ainda serve como base macro, como apoio a implantação de um sistema ERP. Ele é uma sugestão, não é a solução absoluta. Mas por exemplo, sem processo definido, plano estratégico, projeto, tente implantar, um ERP e você verá o Frankstein que irá sair.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Frase

Se fizeres o que foi contratado para fazer, e nada a mais, deixando a polivalência de lado, será demitido(a). Se fizer além dos limites de sua contratação, ou seja, exerger a polivalência, vão te dizer que está sendo pago para isso.

Claro, há exceções, mas é bom saber que estes lados existem.

Por Siqueira