segunda-feira, 22 de março de 2010

Direto ao ponto: E ainda tem empresa assim...

Um anúncio de uma empresa de grande porte, que não convém citar nome, coloca um anúncio para buscar um profissional. Até este ponto, uma coisa natural. Mas um dado critério do anúncio chama a atenção: até 30 anos de idade!!

Então, podemos concluir que:

  • Acima desta idade ele não precisa comer mais?
  • Que os filhos dele não precisam se alimentar?
  • Que ele ou ela, não precisa se divertir?
  • Que ele não precisa mais trabalhar em sua vida?
  • Que não pode mais fazer um financiamento?
Aliando a isso, temos outros critérios, que juntos formam o seguinte:

  • Se for homem, não pode trabalhar próximo aos 18 anos porque vai, suportamente, para o exército;
  • Com menos que 20 não tem experiência e nem formação
  • Entre 21 e 30, tem um pouco de experiência e já estudou. Mas ainda é júnior, sendo assim, não é contratado(a)
  • Acima dos 30 anos até 39, tem vivências, mas já está velho. Sendo assim, não é contratado(a)
  • Acima dos 39 anos, vai morrer a qualquer momento! Desta forma, não será contratado(a)
Parece brincadeira, mas se vê isso no mercado. Claro há empresas fora destes critérios.

GENTE, todo mundo tem que ter seu lugar ao sol!!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Direto ao ponto: planejamento e projeto

Quando se deixa de planejar, o dia a dia fica mais complexo e sem visão do seu fim. O trabalho não rende e, aliás, o que mais se faz são retrabalhos. Esta é a base para projeto, onde as atividades são criadas e devem ser seguidas pelos envolvidos, sob controle de um gestor. Claro, isso não é linear, problemas podem ocorrer, isso é normal. Mas está sob um ou mais olhares controladores e há previsibilidade.

Na falta destes o que temos é o seguinte resultado, exposto pela figura [1]:


Ou por esta imagem [2]:




[1] Wikipedia; enviado por um amigo
[2] Disponível em http://www.cabrunco.com.br/2008/12/como-isso.html, acesso em 17/03/2010

A relação entre empresas e a Supernanny. Tem, e muito!

Em seu último programa no dia 13 de março de 2010, a Cris Poli (Supernanny), se retirou da casa da família. Uma ação inédita até o momento. Só abrindo um comentário, já que não tenho a menor pretensão de fazer publicidade da rede A ou B ou do programa X ou Y. Particularmente é um programa interessante e que tem fundamento.

Mas indo ao ponto: qual a relação entre a Supernanny e as empresas? Nas empresas temos famílias precisando de ajuda com seus filhos aprontando o tempo, problemas de relacionamento, brigas e afins? Sim temos tudo isso, e ainda, a resistência à mudança, tão natural do homem, mas neste caso específico, a família acreditar que precisa mudar, mas não fazer nada para isso. Já falamos deste tema neste blog ("E nós precisamos mudar...").

No programa citado a família, com três crianças, identificou que precisava de uma mão profissional, para lidar com seus filhos. A ajuda veio, mas ao longo do tempo, a profissional (Supernanny) foi percebendo que os pais não faziam o que era combinado. Na frente das câmeras, concordavam e por trás, faziam tudo ao contrário. A profissional conversou com os pais, várias vezes, principalmente a mãe, na vã busca de um entendimento e comprometimento por parte deles. O tempo passou e os problemas continuaram, até que a profissional resolveu parar o seu trabalho.

Praticamente, temos metáforas aqui. Analogias, caso queiram, com o mundo corporativo. Os pais chamam a profissional com a visão que os problemas são somente os filhos. Pode ser, mas muitas vezes os pais também têm problemas, e acabam por projetar isso nos filhos. Vira uma bola de neve. Já no mundo perfeito das corporações, os gestores chamam uma consultoria, por exemplo, ou mesmo um grupo interno para resolver problemas e, acreditam que os problemas estão na sua equipe. Mas estão neles mesmos, e quando são envolvidos ou chamados a participarem e a mudarem, entram em parafuso, e começam a fazer resistência e, aí a coisa não anda. Todo mundo concorda nas reuniões, isso quando elas são produtivas, mas quando saem da sala, tudo é feito de forma invertida. E olhe, isso já é uma evolução, por que normalmente, não se faz nada.

Dois pontos importantes que foram uma lição, neste citado episódio:

  1. Confiança - a profissional colocou que o trabalho dela tem fundamentos, e ela tem uma grande experiência. Mas ela precisa de uma relação de confiança no trabalho dela, caso contrário, não dá frutos. Como ela não tinha esta relação de confiança por parte dos pais, parou o seu trabalho. Como a busca eterna pelo sovaco de cobra, não vai dar em nada, já que ele não existe, não se pode confiar desconfiando. Aqui é 8 ou 80, não 8,0001 ou 79,99, este caso não é difuso (conceito de inteligência artificial que admite valores entre verdadeiro e falso, como um talvez por exemplo)
  2. Acreditar na mudança - este foi outro ponto tocado. Os pais não acreditavam na mudança, e veja que ela já tinha começado a sutir efeito nas crianças. Nada é fácil, o que vem fácil vai fácil, fiz um ditado popular. Não adianta dizer eu preciso mudar, mas não fazer nada, ou ser resistente ou mesmo, buscar soluções rápidas e superficiais. Além disso, cabe colocar que não se pode abrir mão dos métodos e ferramentas a serem aplicadas na solução de um problema
 Ao longo de minha vivência, já tive oportunidades de presenciar este tipo de ação, em diversas organizações ou mesmo, através dos amigos. Certa vez uma equipe inteira foi chamada para um café especial, onde o gerente (especialista em assédio moral e outras coisas), falou que ele iria mudar, da importância da equipe, passou filmes (motivação), se desculpou com a equipe e que daquele momento em diante, seria outra pessoa. na semana seguinte, lá estava o cro-magnon com uma clava na mão. O evento foi válido, este é um caminho, mas que precisa ser perpetuado e cheio de vontade e não média.

Em outra organização, muito se discutia sobre mudanças, sobre projetos, e as idéias eram colocadas na mesa. A direção concordava, mas ao passar pela porta da sala, elas eram apagadas de sua mentes, ou seja, nada acontecia. e isso gerou problemas profissionais, com alguns envolvidos que realmente queriam trabalhar.

A resistência à mudanças é perfeitamente natural para nós, mas não querer mudar, não agir, ficar somente no discurso, é um problema.

terça-feira, 16 de março de 2010

Qualificação profissional. Xiiiii, isso vai longe

Conversa entre duas amebas. Ooops, mas estes são seres superiores em relação à realidade que será colocada aqui! Talvez seja melhor: conversa entre duas coisas que emitem som:

- Faturou? - diz um dos seres
- Sim, legal,eehhhhhhh - responde o outro, ambos com postura irônica

Imagine esta conversa real, entre dois irresponsáveis, quando um sistema de gestão implantado sem método algum (nem comunicação), consegue concretizar o primeiro faturamento sem problemas. Isso faz um tempo, mas aconteceu.

O que isso tem haver com qualificação ou falta de profissionais? Com qualificação tem uma relação, mas que é anterior a qualquer formação ou mesmo, que seja agregada à ela: postura profissional. Isso falta muito, já falamos neste blog sobre o assunto. Eu já estive na posição de contratante e entrevistador e sei do que estou falando. 

Tem gente que :

  1. Em reunião, leva o notebook para ficar batendo papo no MSN. E acha que está certo e abafando. Por que não foi demitido(a)? Porque tem empresa onde a alta hierarquia permite e protege, por amizades
  2. Vai trabalhar, no setor de TI, como se estovesse indo a uma festa ou seja, sem roupa social adequada. O ambiente da corporação em questão pedia isso
  3. Mal sabe escrever e redigir um e-mail
  4. Não respeita hierarquia
  5. Não tem o menor conhecimento sobre negócios. E pior ainda, não vai procurar aprender
  6. O negócio é ser chefe e mandar e PONTO. Sendo que muitas vezes, nem serviu ainda. Ser um líder idiota e sem técnica é muito fácil. O problema é ser um líder com técnica, que realmente saiba conduzir sua equipe
  7. Tem dificuldades para trabalhar em equipe
  8. Tem dificuldade para ouvir, e não é caso de otorrino
  9. Profissionais com falta de educação gratuita, ou seja, se acham os mestres da TI
Esta semana começou um tema no site apinfo (www.apinfo.com), e tenho acompanhado as discussões, que estão mais voltadas às exigências x salários. Com certeza tem empresa abusando com relação a pagar salários baixos e exigir um super profissional, mas tem profissional que deveria ser banido da área, pois é ruim demais, cheio de lacunas a serem preenchidas.

Não posso ser injusto ou hipócrita a ponta de defender ferrenhamente somente o lado dos profissionais. Há empresas boas, como há profissionais bons, mas não dá para deixar passar coisas do tipo, cuja fonte é o site www.apinfo.com:

  • "Diferente de muitos que só procuram emprego, eu também contrato profissionais de TI e posso garantir que muitas vezes, mesmo oferecendo um bom salário CLT, não é fácil encontrar alguém que seja adequado, tanto do ponto de vista técnico quando do comportamental"
  • "O RH não avalia apenas questões técnicas. Na empresa onde trabalho, pelo menos, o RH verifica os requisitos mínimos e faz a avaliação comportamental dos candidatos que, se passarem, são encaminhados para posterior entrevista técnica. O que acontece é que alguns profissionais não conseguem aceitar o fato de que são inadequados e pensam que foram eliminados de processos seletivos porque o profissional de RH não soube identificar suas qualificações, entretanto, a grande maioria é eliminada por questões comportamentais, às vezes muito graves. E nenhuma de nossas avaliações é tendenciosa ou pessoal, e sim, embasadas em testes e provas respaldadas cientificamente. Cabe aos profissionais aceitarem suas limitações pessoais."
  • "Na minha opinião (profissional de RH), o que faltam são pessoas qualificadas e com postura profissional adequada. Entrevisto candidatos que chegam atrasados, mal vestidos e até mal educados. Não basta ter experiência e certificados, as pessoas tem que aprender a se portar e ser mais humildes. Comigo, candidato que não sabe se portar adequadamente, por mais qualificado que seja, não passa."
Tenho que sair em defesa destas pessoas. Eu já passei por isso como selecionar para minha área de tecnologia. Gente mal vestida, gente que não conseguia escrever em um teste, gente mal educada, atrasados e com completa falta de postura. O profissional para mim, bem como para o resto da empresa, deve ser sério, deve ter postura, deve se adequar às regras da empresa. E se adequar as regras da empresa, não é baixar a cabeça e aceitar tudo, mas ser ativo, saber ouvir, saber discutir e colocar suas idéias, saber trabalhar em equipe, saber trabalhar abaixo de uma hierarquia e ao mesmo tempo, sabendo respeitar aqueles que estão abaixo dele nesta.

Infelizmente muita gente de tecnologia tem certos problemas comportamentais, e isso não é uma crítica destrutiva, mas um aviso para que procurem melhorar nas suas relações no dia a dia. Nem sói de bits e bytes vive o mundo e ainda não estamos no BYTECENTRISMO, como muitos querem.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Há muitas vagas mas, faltam profissionais qualificados em TI: será?

Tema de alta complexidade e com um número de variáveis impactantes. Estive em um fórum de projetos em 2008, onde foi apresentada um déficit de 70.000 profissionais de tecnologia da informação (TI), isso frente as demandas de mercado. Dizem que falta qualificação, palavra esta que muitas vezes vejo como "um sujieto" em quem colocar a culpa do desemprego ou mesmo para evitar dizer que não quero contratar e vou espremer meu quadro atual para tirar a última gota de trabalho deles. Em algumas áreas, pode até ser que faltam pessoas qualificadas, e o bem da verdade, tem muita gente que não consegue preencher uma ficha de emprego, não consegue se expressar, tem preguiça de ler entre outras coisas. Mas isso é mais básico, e vem bem antes de uma qualificação ou requalificação profissional.

Mas focando no tema, temos duas grandes linhas na área de tecnologia da informação:

  1. Os próprios profissionais, que muitas vezes se acham Deus por seus conhecimentos atualizados ou elitizados, segundo a visão deles. Falta na área de TI uma regulamentação ou, no mínimo, mais união dos profissionais de tecnologia. Esta é uma área estratégica para uma organização, mesmo que muitas não a vejam como. Muitos profissionais de outras áreas como engenharia e administração vêm atuar em TI, aumentando ainda mais a competição por oportunidades de trabalho e em muitos casos, aceitando salários baixos e sem nenhuma habilidade para atuar na área
  2. As empresas, que não sabem o que querem e, em muitos casos, pela falta de valor que vão a real importância da área dentro de seus negócios. 
Somando estas duas linhas, este bolo tem os seguintes ingredientes: 

  1. Profissionais, cuja base em TI, é deficiente
  2. Salários baixos
  3. Nível de exigência para uma contratação alto, por exemplo: certificações em servidores e bancos de dados, linguagens de programação Java, .NET, VB, Clipper, Delphi, análise de sistema estrutura e orientada a objetos, conhecimento profundo em servidores, ITIL, conhecimento e certificação PMI em projetos, liderança, curso superior, desejável uma pós-graduação, inglês. Vínculo PJ (empresa Ltda) e valor de 2000,00. Projeto por 3 meses. Parece brincadeira, mas este anúncio existe, talvez não fiel a este exemplo, mas próximo ou maior
  4. Falta de conhecimento por parte do pessoal de RH, para fazer a seleção deste tipo de profissional
  5. Empresas pedem certificação do profissional, mas ela mesma nem processos de negócio tem
  6. Os profissionais de TI precisam de união. A regulamentação vem sendo discutida há anos, mas não sai do papel
  7. O profissional de TI nasce e morre ao longo de sua carreira, ou seja, ele tem 3 anos de experiência em uma dada linguagem ou tecnologia, que pode estar em desuso, mas começou a trabalhar em outra. O seu tempo de experiência começa a ser contado a partir desta mais atual. Absurdo, pois conhecimento não pode ser jogado fora. Uma vez com lógica de programação, esta será utilizada em qualquer outra linguagem, além também de outras habilidades que foram adquiridas ao longo do tempo, como maturidade e conhecimento de negócio
  8. Terceirizar a área de TI da empresa? Isso pdoe ser feito, mas NUNCA pode-se utilizar um caso de sucesso de uma empresa X em outra Y. Mais uma vez cabe planejamento para isso. TI pode não ser o foco do negócio da empresa, sendo ela automobilística, mas é a atividade meio para tal, portanto tercerize com cuidado. Terceirizar para reduzir custos simplesmente, pode elevá-los, pois a empresa pode perder conhecimento de negócio que nem sempre são absorvidos pela prestadora de serviços
O nível de exigência para se trabalhar em TI está alto, se tomarmos a base muitos anúncios que vemos por aí, muitos deles absourdos. E se você tem estes conhecimentos necessários, tem certificações, aí vão pedir a experiência de 3 anos. Caso não tenha, a fila anda.

Eu atuo há muito tempo em TI, mas sempre aliada ao negócio. Tenho 18 anos de experiência na área, já até chegando a docência no ensino superior. Não vou jogar no lixo minha experiência, minha vivência, só por que tem muita empresa que está perdidinha da Silva, e que não conseguem filtrar o número de CVs que chegam para as oportunidades que elas anunciam e, a partir disso, começam a colocar filtros absurdos para tentar filtrar os candidatos.

Tenho muito o que ofecer para as empresas, ainda por muito tempo, seja em TI ou seja na área administrativa. Nem que seja por empresa própria.

Temos sim, muita gente boa no mercado com 5 anos e com 30 anos de experiência, que muitas vezes são sub-utilizados e mal remunerados. Temos também, muitas empresas que dão o devido valor a área de tecnologia, bem como para as outras áreas do negócio, pois sabem que todas são importantes e todas precisam estar bem, para assim a saúde a empresa ir bem sempre.

Mas temos também empresas que contrataram consultorias, e estas para pagar menos e serem competitivas para seus clientes, acabaram por perder um projeto inteiro de anos, por falta de uso de método e conhecimento de sua jovem equipe. Isso ocorreu em uma instituição financeira, é fato. Portanto, um lado (empresa) e o outro (profissionais) tem culpa no cartório.

Equilíbrio ,como sempre.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Histórias de todos os dias: metas x planejamento x clima organizacional

Esta é uma empresa que trabalha orientada a dois “objetivos”:

  1. As vendas devem ser maiores que as do mês anterior
  2. O faturamento do departamento técnico tem que ser maior que o do mês anterior

Nada é feito para que isto seja alcançado, somente cobranças grossas, como se os funcionários fossem escravos.

O clima da empresa não é dos melhores, pois os funcionários trabalham sob a supervisão de pessoas que tem um relacionamento com seus colaboradores pior que gato e rato. Conservou já está de olho, isto quando, algum puxa-saco, não está de olho de outro departamento. O salário não é dos melhores, as pessoas já trabalham desmotivadas. Muitos estão lá há anos, mesmo com o salário baixo e com poucos benefícios, mas nada fazem pois têm medo do desemprego.E salário nem sempre o um item motivacional absoluto.

Encarregados ignorantes que só sabem gritar, que só sabem chamar a atenção, que só sabem cobrar de forma desmedida, sem dar condições etc.

Se um dos dois “objetivos” não é atingido, logo serão providenciadas as demissões. Começam as especulações sobre as demissões. O clima piora, pois todos estão com medo da demissão, e logo o fato é consumado.


Em ambos os fatos, percebe-se que a falta de planejamento e análise das conseqüências, acaba por trazer não só problemas de clima organizacional, como também prejuízos para toda a empresa. Além de ser um fato desmotivador.

História de todos os dias: clima organizacional e transparência

Uma empresa tinha muitos problemas de mudança radical no seu clima organizacional. É uma empresa de porte médio, mas que infelizmente não planeja nada, toma medidas sempre de modo imediatista, sem analisar as consequencias para ela e para os funcionários.

Se o mercado de uma hora para outra dá sinais de grande consumo de seus produtos, logo tratavam e tratam de contratar pessoal, e aos montes. Não analisam até que ponto esta demanda vai durar, e o que a está gerando.

Não que eu seja contra uma empresa contratar e que os funcionários que estejam lá trabalhem com afinco. O que sou contra é a contratação de um certo número de pessoas, para daqui 3 ou 4 meses (muitas vezes, até menos) serem demitidos, pois o mercado desaqueceu.

Na linha de produção o clima normalmente era excelente! Foi difícil ver uma empresa em que o pessoal se relacionava tão bem, e esta tinha este lado. Tirando os incompetentes, claro.
De uma hora para outra, alguém espalhava que haveriam muitas demissões. Olha a RP aí gente!! (Rádio pião). Os líderes logo corriam para reunir as equipes, para tentar acalmar, desmentir os boatos. Não estavam tão errados, pois muitas vezes os cortes eram solicitados rapidamente e nem os líderes tinham conhecimento de tal fato.Mas sim, precisavam ser mais transparentes.

Todos ficam apreensivos. Aquele clima de relacionamento pessoal excelente se transformava em um clima de silêncio, de medo. Quem seriam os demitidos? Estaria eu no meio? Após alguns dias, o fato se consumia. Várias pessoas da produção eram demitidas,  pois o mercado estava desaquecido. E os líderes? Acabavam por perder a confiança de seus subordinados.

O problema, é que o gerente de RH,  pedia aos supervisores que cortassem por exemplo, 50 pessoas de seu departamento. Isto ocorreu realmente, a lista foi pedida as 8 da manhã e as 9 horas da manhã do mesmo dia tinha que estar pronta! Foi a única vez na minha vida que vi um sincero desespero do supervisor, que tinha que ser muito frio e escolher a esmo quem ele iria demitir, a sua personalidade era contra este tipo de ação.

Gente é o maior ativo de uma organziação. Ele é complexo, mas necessário. E isso é bom!