domingo, 14 de fevereiro de 2010

Frase

Se fizeres o que foi contratado para fazer, e nada a mais, deixando a polivalência de lado, será demitido(a). Se fizer além dos limites de sua contratação, ou seja, exerger a polivalência, vão te dizer que está sendo pago para isso.

Claro, há exceções, mas é bom saber que estes lados existem.

Por Siqueira

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Comunicação, uma palavra interdisciplinar e importante para uma corporação

         Comunicação, palavra que solta ao ar isoladamente, tende a dar a inferência de um ato entre duas pessoas, uma falando com a outra, seja em que contexto for. E realmente é, ou melhor, também é isso. Mas a comunicação além de ser uma habilidade do homem, também é alvo de estudos e usos na área de tecnologia da informação, na área de projetos,  na área de telecomunicações (que cresceu muito e tem vida própria além da  TI), enfim, é também uma área de estudos linguísticos de cada país, já que possuem suas particularidades e idiomas diferentes.
          Na área de tecnologia da informação, ela está presente, no uso das redes corporativas, onde através de computadores e programas, as pessoas trocam dados e estes, viram informações. Com o uso do e-mail, do acesso a internet e de blogs como este, pelo uso de comunicadores como o MSN ou Google Talk enfim, a comunicação se dá presente e propricia neste meio, interligando empresas, pessoas, mesmo que distantes entre si geograficamente.
          Em projetos, ela é um processo, muito importante durante toda a existência deste, desde a minuta da projeto, passando pelo planejamento, controle, execução, até a sua entrega. Como gestor de projeto, sempre procuro mostrar as equipes envolvidas, que a comunicação em um projeto é sempre uma via de mão dupla, ou seja, do gestor para com a equipe e da equipe para com o gestor. É pela comunicação que sempre temos a homeostasia (equilíbrio) do projeto, onde se consegue manter o projeto livre de riscos ou mesmo, se atever à eles, já que estão presentes o tempo todo. Permite ainda, obter status das atividades e seu andamento, evitando assim que este atrase ou tenha problemas que peguem a equipe ou o gestor de surpresa e acabe por impactar no seu escopo e entrega. Além da elevação dos custos. Parece simples, e conceitualmente é. Mas na prática, muitas equipes têm dificuldade em trabalhar dentro desta metodologia. Dentro desta metodologia? Sim, primeiro porque projeto é um conjunto de processos e métodos. E muita gente não quer trabalhar dentro destas regras ou mesmo, não têm conhecimento. E, deve estar pensando, se comunicar é um ato comum a todos nós humanos e normais. Sim, realmente, mas muitas equipes não o fazem, deixando a gestão do projeto mais complexa, exigindo ajustes junto à equipe por parte do gestor, na busca de alinhar as relações e métodos. Não tem jeito, isso é feito em todo projeto.
          Nas corporações ela está presente, em cada uma das áreas citadas acima, ISSO mesmo em cada e na relação entre os departamentos da organização, fechando assim as interações dos subsistemas, dentro de uma visão sistêmica. É a troca de mensagens, e-mails ou afins, entre as pessoas destes departamentos ou mesmo via sistemas, isso também faz parte da comunicação, e caso esta comunicação seja falha (dita com ruídos), problemas podem acontecer. Uma comunicação com ruídos é aquela onde a informação ou dado, chega a outra ponta ou pontas, faltando informação ou dados. Por exemplo:

  1. Por telefone, quando um dos aparelhos ou mesmo a linha, apresenta chiado por motivos técnicos
  2. Envio de uma e-mail mal escrito
  3. Memorando mal escrito
  4. Problemas com interpretação do que foi escrito. Alguém enviou corretamente, mas a outra ponta, não entendeu ou entendeu de outra forma. por deficiências diversas, como falta de estudo (fato)
  5. Alimentação errada em um sistema de informação, se este for integrado. Mesmo isolado, quem tiver acesso e precisar destes dados, pode obtê-los de forma equivocada, pois foram inseridos de forma errada. Exemplo? O endereço de um cliente, para entrega, errado
  6. Falta de comunicação entre gestores e suas equipes, da organização como um todo
      Estes são alguns exemplos, onde a falta de comunicação ou a mesma com ruído, pode trazer de ruim para uma empresa. Infelizmente existem casos onde alguns colaboradores, por falta de formação ou mesmo por interesse nos estudos (seja em que nível for), não conseguem escrever um único e-mail ou se escrevem, o fazem com frases sem sentido, com erros grotescos ou mesmo usando a linguagem da internet, como VC, KD, NAUM e etc. Já coisas assim, e pior, com cópia para um diretor. 
       A comunicação é algo que está em cada um nós, e basta ter a disciplina para fazê-la em uma organização, montar processos e ter a visão da empresa como um todo, para assim obter quem precisa de uma informação, quando precisa e em qual quantidade, pois ela a mais ou a menos, causa problemas também. Há necessidade de acabar com as brigas, com o sentimento de importância maior para a empresa que alguns departamentos têm, como por exemplo o comercial e fazer uma sinergia. Uma empresa tem seu objetivo claro, que é vender com margem e crescer em seu mercado. Ela é um sistema. E seus subsistemas, precisam fazer com que ela chegue a este objetivo, ou seja, seus departamentos. Brigas, eu não gosto daquele gestor, brigas por poder entre outras só elevam custos e não permitem que a empresa atinja os seus objetivos. Seu corpo não funciona bem se os rins estiverem falhando. Nosso corpo é um sistema e, se comunica conosco quando algo vai mal. Só temos que tomar cuidado para não criarmos um ruído ou mesmo não interpretar mal seus avisos. Mais uma vez a comunicação está presente.
         Um bom exemplo de comunicação e a inferência equivocada que ela pode ocasionar é: "Como sair de repente para kagar". Veja, o ruído/interpretação que você criou na sua cabeça e a verdade:

 
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Por Siqueira

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A arte de administrar um sistema de informação

       A maioria gritante das pessoas, sejam profissionais da área ou áreas afins, sejam estudantes, têm uma visão que administrar um sistema de informação é administrar computadores, tecnologia, enfim, todo que envolve um programa e suas interações.

        Também é esta a tarefa, mas vai muito mais além disso. A começar por sistemas, que é um conjunto de elementos que interagem entre si, visando um objetivo. Elementos estes que podem ser, dentro de um contexto, departamentos de uma empresa, partes de um carro, partes do corpo humano etc. A interação ou seja, os relacionamentos, os vínculos, ocorrem pela informação, se estivermos dentro de um contexto empresa. No caso de um carro, o relacionamento reflete o que cada conjunto dele, após um processamento, envia ao outro sistema, ou seja, o sistema de ignição tem que estar funcional, para que assim, o veículo possa ligar e começar a andar.   

        A informação é um conjunto de dados ordenados, e quem recebe, ou lê, ou emite ou mesmo processa, tem um entendimento, tem uma conclusão sobre o assunto e isto é que permitirá tomar uma decisão. O processo decisório, hoje nas empresas, acontece diariamente, o dia todo, seja no operacional ou seja no estratégico, e isto foi, e é agravado pela globalização mundial, ou seja, as empresas não atuam somente no seu mercado local, mas sim mundial, concorrendo com empresas de fora, com estruturas mais enxutas e com custos operacionais menores, propiciados pela política tributária de seus países. A informação é um ativo muito importante, é o combustível das empresas hoje, é o “carvão” que mantem e gera a energia para mantê-la “viva”. Ainda, a informação que é útil para alguns, não serve para outros, seja nas empresas como em nossas vidas.

        Um exemplo recente: para os correntistas do Banco Santos, qual o impacto ao obterem a informação de que o banco está sob intervenção do BC? Qual o impacto para você, que talvez não seja correntista do banco? Qual o impacto para a sua empresa ou outra empresa qualquer que tenha negócios para com este banco? Percebe a diferente de impactos? Perceba ainda, que a informação não foi gerado por um computador, mas sim pela impressa escrita e falada, por isso a informação não é conceito exclusivo de tecnologia, mas sim interdisciplinar.

        Administrar um sistema de informação é gerenciar, é planejar, é controlar, é dirigir, é projetar e permitir a otimização dos recursos disponíveis, mão de obra, máquinas, parceiros, capital e afins, focando os objetivos de negócio da organização. Administrar um sistema de informação é conhecer cada unidade de negócio da empresa, seus fluxos, e qual a interligação entre eles, saber que se a empresa não tem bons vendedores, não tem um bom pós-venda, terá com certeza problemas de caixa (financeiro), que por consequência, atingirá a produção, o estoque, provocando demissões e afins. É ainda, com auxílio da tecnologia, permitir um fluxo de informação otimizado, correto, sem erros, integrado e plenamente confiável, para que nos momentos de decisão, se possa acertar cada vez mais, tirar conclusões, encontrar até problemas que antes não eram vistos.

        É, isso mesmo, é complexo, e muito além dos computadores, é saber que se alguém na produção não apontar as suas horas paradas, as horas trabalhadas o custo de fabricação do produto será atingido de forma negativa. É saber que se o financeiro não tiver seus processos em dia, e a empresa necessitar fazer um investimento de longo prazo, onde precisará das informações de um orçamento de capital, ele será mais uma vez penalizada.

        É “ver” que erros ou acertos terão influência negativa ou positiva na organização, é saber até onde a sua decisão vai influenciar. Tudo isso serve para nossa vida, se tomamos a decisão de comprarmos um carro além de nossas posses, por exemplo, corremos um sério risco dificuldades para o pagamento do IPVA, pagar as manutenções, o combustível e afins.

        Sistemas de gestão integrados (ERPs), sistemas voltados a auxiliar a filosofia CRM, planilhas, editores de textos, programas de auxílio a desenhos, internet, intranet, e-mail, são ferramentas meio, que muito podem nos ajudar a decidir, a permitir um trabalho mais limpo e correto, mas que se perde, se o administrador deste sistema de informação não tiver uma visão de negócios. É saber que um sistema de gestão integrado mal implantado, pode, em dias, acabar com a empresa, pois o seu “carvão” está confuso, inconsistente, sem objetivo, falta em muitos departamentos: a informação.





Por Siqueira

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Algumas frases interessantes

 “Comitê: um grupo de pessoas que, tomadas individualmente, nada decidem, mas que, juntas, podem decidir nada fazer”
                                   Fred Allen

“O computador é capaz de resolver todos os problemas do mundo, menos o do desemprego, que ele próprio provoca.”
                                   Lawrence Peter

“Cuide do seu chefe. O próximo pode ser pior.”
                                   Júlio Lobos 

“Peque por ação, não por omissão.”
                                   Comandante Rolim - na época presidente da TAM 

“Trabalhe na causa, não no efeito.”
                                   Comandante Rolim - na época presidente da TAM 1

“A maneira mais fácil de valorizar seu emprego é se imaginar sem ele.”                    
                                   Júlio Lobos 

“Nunca, nunca, nunca desista.”
                                   Winston Churchill                                      

“Elogie em público. Critique em particular”
                                   Anônimo

“O problema não é que os computadores passem a pensar como a gente, mas a gente passar a pensar como eles.”
                                   Erich Fromm 

“Não vemos coisas como elas são, mas como nós somos.”
                                   Jackson Brown 

“Preocupe-se mais com seu caráter do que com sua reputação. O seu caráter é o que você realmente é, enquanto a sua reputação é apenas o que os outros acham que você é.”
                                   John Wooden 

“Não analise a última ação ruim do seu próximo para com sua pessoa. Analise as boas ações, e talvez através destas, é que você está bem hoje.”
                                   Siqueira
  
“Nosso país será realmente grande quando as nossas instituições finalmente aprenderem a reconhecer os seus grandes valores humanos...um dia, quando a porta da rua deixar de ser mostrada por imposição de leis que nossas próprias instituições criam em cumplicidade...assim jogando o destino das pessoas e do próprio país.”
                                   Henrique Freitas
 

A experiência tão solicitada...

           Àqueles que sempre estão procurando novas oportunidades de trabalho, seja por qual motivo for, se deparam com anúncios do tipo: 5 anos de experiência em x, y, z, conhecimentos em A,B e C, Completam o perfil, conhecimentos de idiomas, como inglês, espanhol, dinamismo, que tenham atuado como líderes etc etc etc.
            Hoje, como temos muitas pessoas sem trabalho, a solução rápida e bem no modo gambiarra, ops, ou melhor, recurso operacional, como alguns dizem, é colocar anos a fio de experiência, um monte de conhecimentos, habilidades, que tenha disponibilidade para viagens, que tenha disponibilidade de horário (ou seja, não esteja nem aí para sua vida pessoal), entre outras coisas, como forma de filtrar os candidatos. Àqueles que não tenham exatamente o perfil solicitado, não devem nem tentar enviar o CV ou comparecer, como muitos anúncios já avisam.      
            Tudo bem, as empresas evoluíram (ou acham que evoluíram), até mesmo por exigência da globalização (não que seja a favor dela, pois tem grande participação nesta palhaçada toda que ocorre no mundo), mas não se pode brincar tanto com o ser humano. A economia, muitos se esquecem é um ciclo simples, é com o consumo que se produz. Se tanta gente está na rua, isso tende a cair, ou seja o consumo, e em um certo período a saída será aumentar o valor dos produtos, para manter pelo menos uma certa lucratividade, e os que ainda estão ativos no trabalho, estarão sendo penalizados, além claro de outras consequencias, que inclusive já enfrentamos hoje no mundo.
            Mudança dentro de uma empresa, ou até mesmo dentro de casa, gera uma certa resistência, e não ocorrem de tempos em tempos, de mês em mês. Este é um exemplo, onde cito a frase “ter 5 anos de experiência em determinada área...”, pode muitas vezes indicar um profissional que teve um ano efetivo de experiência e 4 de repetência, dentro de uma rotina, não evoluiu quase nada e muitos ainda, com todo este numerário em anos, acha que está por cima do mercado, que não precisa se atualizar, não houve os outros e só ele sabe. Criou um super ego. Muitas vezes, dependendo da organização, um profissional com 1 ano, tem mais experência do que um com 4 anos, pois o primeiro, trabalhou em um ambiente desorganizado, onde teve que colocar a casa em dia, reestruturar rotinas, tarefas, processos e colocou a casa em dia, e o outro, em uma empresa relativamente organizada, onde as exigências não eram muito grandes, sem grandes surpresas e etc.
            Ressalto aqui, que 4,5,10 anos podem ser de real experiência, nada impede, vai do profissional e por onde ele passou.           
            Tirar conclusões sobre um profissional é uma tarefa árdua, complexa, pois temos excelentes profissionais, com habilidades diversas, conhecimentos diversos, e experiências diversas. Talvez aquela habilidade ou conhecimento que ele não tenha, pode ser substítuído por uma habilidade, conhecimentos ou experiências diversas, que teve em outras organizações.
            Para se ter experiência, deve-se atuar o mínimo que seja na sua área, colocando todos os seus conhecimentos em prática e buscar sempre estar atualizado. Ler uma revista, um artigo técnico, visitar sites, são formas de estar atualizado.
            Ainda, há profissionais que acabam de se formar, sejam na graduação ou em cursos de pós, chegam no mercado e encontram as portas fechadas nas empresas, pois não têm a tão querida experiência, mas têm conhecimentos técnicos suficientes para atuar em suas áreas. Deixam de contratar estas pessoas e colocam ou dão a responsabilidade para uma pessoa que nada sabe, somente por estar há anos na empresa. Cito um exemplo: a área de gestão ambiental, onde cuidar no meio ambiente, não se resume a fatos como fechar mais as torneiras e fazer coleta seletiva. Há profissionais se formando nesta área, mas vejo pessoas que nada têm haver com área tão técnica como esta.
            Cito senhores, senhoras, a área de sistemas, esta dói! A empresa coloca um anúncio e quer anos experiência em Java, ASP, HTML, Clipper, Delphi, VB, VB.net, UML, banco de dados etc etc. Sei que muitas empresas têm uma infinidade de softwares, desenvolvidos em uma ou mais linguagens, mas sabe-se que manter este “Zoosoft”, ou seja zoológico de aplicativos, não é tarefa fácil devido ao próprio anúncio acima, pois encontrar um profissional com todos estes conhecimentos reais não é nada fácil, com a vez, os coordenadores(as). Além disso a área de sistemas têm outro grande impecílio: conforme novas tecnologias vão surgindo, a validade do profissional de sistemas acaba e recomeça (se ele conseguir trabalho) ou seja, se ele ao todo tem 10 anos na área, ele teve 3 de clipper, 5 de VB, 2 de Delphi, mas agora ele deverá ter 2  de Java e assim por diante, tudo com começo e fim, é assim que os profissionais de sistemas parecem ser rotulados pelo mercado. Se conhecer não resolve, ter cursos simplesmente não resolve, o jeito para estas pessoas é colocar no CV que trabalharam e encarar o processo seletivo de frente e se garantir. Estas atitudes senhores e senhoras, não são pejorativas de forma alguma, mas sim a forma que tens de se manter no mercado, com tantas exigências descabidas. O pessoal que seleciona, isso é assunto para outra ocasião, mas....
Poucas empresas podem por sí só, dar todos estes conhecimentos a um profissional, só porque o mercado quer, todos sabem disso, não se projeta um sistema de grande porte da noite para o dia.
            Vivemos em uma sociedade cheia de paradigmas. Tudo é relativo, análises superficiais, podem levar ao erro e ao conhecimento superficial.
            Um fio cabelo que cai da sua cabeça, não é nada.
            Um fio de cabelo na sua sopa...

Liberdade e humanidade, para onde foram?

A tecnologia que está a cada dia crescendo, se transformando, é uma forte atividade-meio para as empresas conquistarem seus objetivos. Veio tendo como uma das promessas, a melhor qualidade de vida das pessoas, sou seja, que estas teriam mais tempo para suas famílias, enfim, sua vida particular mais aproveitada, o tempo no trabalho seria menor, seriam criados mais empregos etc, etc, etc.

Infelizmente existem pessoas que se aproveitam, isto é, têm acompanhado a tecnologia, como a informática e usam isto para exercer dominação sobre os outros grupos e se acharem Deus! A área de tenologia da informação, de uns tempos para cá, vem sendo  preenchida por alguns profissionais que adoram exercer o poder (que acham ter) sobre os outros, se esquecem que a tecnologia veio para facilitar a vida de todos nós, que a tecnologia, se mata quem está fora dela, mata também  quem está dentro.   

            Pelo lado das organizações, está existindo muito desrespeito com o profissional em geral , enfim com o ser humano. Os chamados chefes, que pode ter sido aquele colega seu de departamento, que tomava cerveja com você no bar, foi promovido a chefe e mudou completamente sua personalidade. Hoje ele passa por você e nem dá, ao menos um bom-dia.

Hoje, se trabalha muito mais, pois as empresas têm que reduzir custos para se tornarem cada vez mais competitivas, algumas nem ao menos pagam as horas aos seus colaboradores, as pessoas são exigidas ao máximo, e o constante desemprego que se anuncia todos os dias, acaba por inibir muitos profissionais a buscarem outras alternativas de um trabalho mais humano.

O jogo de poder, impera em muitas empresas, onde o gerente B não gosta do gerente C ou mesmo quer seu departamento, pois agora não se trata mais de salário, mas sim STATUS, e com isso geram uma guerra interna, um querendo assumir o departamento do outro, a equipe, o prestígio etc. Procura-se “cabeças”, quando ocorre um erro, se não está explícita, alguém vai ser o alvo. É uma incessante busca de vingança, justificativas, de punição, do julgar!! Querem perfeição, trabalho 100% livre de erro, se fossemos assim, não seríamos humanos. A empresa é um todo, é um sistema que trabalha e é alimentado por subsistemas, que são os departamentos. Os objetivos da empresa, não são só do departamento de manutenção, do restaurante da empresa, do RH, da produção, mas sim de todos, e para tanto, todos devem trabalhar dentro de um mesmo sentido, ou seja, para o objetivo comum. Esta é a visão sistêmica, alvo de tópicos sobre ela, daqui um tempo.

O “poder” na mão de alguns pode ser muito perigoso para os que estão ao seu redor. Muitos chefes  ainda têm aquelas atitudes idiotas como : gritar com o funcionário, se ele vai pedir aumento ele manda procurar novo emprego ou mesmo o despede, o funcionário dá idéias e ele nem liga, gostam de dar broncas à toa e sem a mínima base,  não respeitam a vida pessoal do funcionário entre outras coisas, falta muita transparência nestas relações. .

            Hoje nós temos MBAs, cursos de liderança, cursos de idiomas,  enfim, formações diversas, mas só vemos balões de egos, que não utilizam absolutamente nada do que aprenderam, sem conteúdo algum, não procuram melhorar em nada a vida da empresa, a não ser que em benefício próprio. Quer fazer faculdade por simples exigência, vai comprar um diploma por aí, sai mais barato!

            Aqueles que são ‘obrigados’ a trabalhar 12,13 horas ou mais e que ocorre muito com os profissionais de sistemas,  gerentes entre outros, em muitos casos, a causa disto, é a simples falta de planejamento. O mínimo planejamento permite obter um ganho de tempo, trabalhos mais objetivos, menor desgaste dos envolvidos, todos ganham.

            Esta exposição tem o objetivo mostrar um pouco da realidade, que para muitos pode significar revolta, anarquia, pois têm medo de enfrentar a realidade em que vivem e, por pensarem assim, seus filhos, netos e futuras gerações passarão por problemas ainda maiores que estes.

            Vale, e muito, colocar o seguinte comentário: temos, senhores e senhoras, excelentes profissionais em todas as áreas, empresas excelentes que buscam sempre a boa integração em seu ambiente interno e externo, enfim, temos com certeza aqueles que querem que o mundo “ande” para frente, e cada um tenha a sua oportunidade de crescimento e realizações plenos.

              Mas tudo isso posto, tem o objetivo de melhorar as nossas relações, e não repetirmos os mesmos erros.

Uma nova e velha palavra: OPORTUNIDADE

Certa vez participei de um processo seletivo para uma empresa nacional. Passei pelos processos de seleção do RH, por entrevistas com o gerente da área, com um analista e ainda, com o diretor responsável pela área, a qual, eu desejava trabalhar.
O processo foi longo e cheio de testes, cheguei a ficar com medo de trabalhar na empresa, já que ela poderia exigir muito de mim. Mas isso foi momentâneo, já que é o que espero de uma empresa: uso de métodos, planejamento, processo, projetos e afins. Passei no processo e depois de dois anos, passei a gerente da área e também muito amigo do diretor, uma pessoa equilibrada e com a qual aprendi muito, e tenho o que aprender.
Em uma de nossas conversas, entramos no assunto da minha contratação, onde o diretor me disse que, em minha entrevista eu não fui uma pessoa falante, com respostas curtas. Meu argumento foi de que não sabemos se devemos falar muito ou falar pouco, nunca se sabe o que a outra pessoa vai pensar. E eu ainda prefiro o falar pouco, pois quem fala menos, ouve mais e quem ouve mais, aprende mais. Timidez, introversão?? Bom, eu ministrei aulas em nível superior durante 3 anos.
Voltando ao ponto, a minha contratação foi a primeira OPORTUNIDADE e a minha promoção à gestão da área, foi outra OPORTUNIDADE.
É isso que cada um de nós precisa, junto às empresas, aos nossos negócios, em nossos estudos, em nossas aquisições etc. Precisamos de oportunidades, ou mesmo, de saber identificá-las. Um recém-formado precisa de oportunidade para mostrar o seu potencial, mas para isso ele precisa ter um. A via aqui é de mão dupla, tem-se a oportunidade, mas precisa-se saber abraçá-la, conquistá-la, enfim, corresponder às expectativas.
Uma pessoa que trabalha com afinco, com vontade de crescer naturalmente, com vontade de ver a sua organização crescer, precisa de oportunidade para tal, vinda de seu superior imediato ou seja lá quem for que tenha este poder. Muitas vezes temos a formação, a experiência, as vivências, as habilidades, enfim o perfil para uma determinada empresa ou mesmo, um determinado cargo, e não conseguimos, simplesmente pela falta desta.
Se ninguém quer te dar, crie as suas, mostrando seu trabalho, sua competência, sua honestidade, seu empenho, seus conhecimentos, enfim, tudo que pode fazer uma corporação crescer, mesmo que esta corporação, seja a sua!
E se não te derem, não te deixarem subir, já que nas organizações existem pessoas e algumas delas são invejosas, têm medo da capacidade de outras, têm medo de perder seu cargo ou status, tem uma política interna complexa e afins, não esquente, isso tem em todo lugar, infelizmente. Procure outra corporação para mostrar sua competência.
Só não esqueça: na maioria das vezes, o que precisamos são oportunidades! No baile, aquela menina foi com suas amigas e você está de olho nela, mas as amigas não desgrudam. Uma hora, ela fica sozinha, o que é isso? Aproveite!!!